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Prior x Manu faz todo mundo virar o que mais tememos: as ‘Réguas Sensatas’

Nas redes sociais, todos viraram analistas não só de Big Brother Brasil, mas de sociedade, racismo e machismo. Dica: ninguém é nada disso, na verdade

A única obrigação para quem assiste Big Brother Brasil é acompanhar a análise diária de Chico Barney – no Twitter, em sua coluna no UOL, no vídeos que produz. Ninguém comenta o programa melhor que ele, e por isso utilizarei um termo cunhado pelo próprio para resumir o que se passa nas redes sociais desde que o paredão entre Manu Gavassi, Felipe Prior e, bem, Mari (que está salva), foi formado.

Réguas Sensatas.

Esse termo é genial, porque vem de ‘Fadas Sensatas’, apelido do grupo de mulheres que se colocou a medir a qualidade de cada pessoa do BBB, mas dentro de suas regras. O porém é: quem são elas para isso?

Tanto Ivy quanto Marcela votaram em Babu no último domingo com a justificativa de que “ele melhorou”, mas ainda não o suficiente. Melhorou NO QUÊ? Quem são vocês pra julgarem? Que ser supremo desceu à Terra e lhes colocou como juízas? Até onde fui informado, nenhum.

As Fadas não são nada Sensatas, de fato. Aliás, pelo contrário, são de arrogância ímpar – e equivalente à leitura de jogo que têm: péssima. Marcela, nesta segunda, por exemplo, insistiu na ideia de que tem medo de ir até a cozinha pois “Babu é muito bravo”. Baseado no quê?

Manu, querendo ou não, está lá no meio. E produziu um dos momentos mais abomináveis do BBB – um, aliás, que responde a pergunta do parágrafo anterior.

Tal como Prior tenta aprender, mas também tem sua cota de bobagem – principalmente no começo do programa, quando andou com um monte de gente de índole duvidosa, sejamos sinceros.

O problema é: quem somos nós, tal como as Fadas, para julgar se alguém “melhorou”, se alguém “aprendeu”, se alguém falou tal coisa por ser uma situação “estrutural”?

Não somos ninguém. Mas é só o que temos visto nas redes sociais desde a formação do paredão: quem quer Manu fora, diz que ela é racista; quem quer Prior, diz que ele é machista. Nenhum lado consegue provar nem um, nem outro argumento: afinal, é possível rebater todos. Se chama discussão, inclusive.

Mas quem escuta opiniões adversas em discussões no Brasil-2020? Ninguém, claro. Então ficam gritos de um lado, gritos de outro, gente caçando tuíte antigo de um, gente caçando a vida pregressa do outro. Sem descanso. Porque é um bando de desocupado, resumindo.

Ao caçar o que vê de errado no outro, ignora seus próprios erros, seus próprios preconceitos, não usa a tal da régua em si mesmo. Porque, se usasse, acharia erros tão graves – ou piores – quanto. Todos somos cheios de bobagem, como Prior e como Manu.

Ao final, a régua está quebrada. Do Brasil, do BBB, dos fandom. Tomara que terça chegue logo: assim esse paredão acaba e podemos voltar a nos divertir com o único passatempo do brasileiro em tempos de quarentena.

Ah!: na dúvida, ouça Babu:

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