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Diante de guerra de torcidas, Mauricio Stycer desabafa: “Não dá para conversar mais sobre BBB”

O ambiente naturalmente bélico das redes sociais tem sido ainda mais tóxico e explosivo em dias de BBB. Nem Mauricio Stycer, um heavy user do Twitter, aguenta mais a batalha dos fandoms

Assista abaixo ao comentário de Mauricio Stycer no FALA Y FALA.

O que era para ser entretenimento e tema de discussão sobre pautas relevantes como racismo e machismo ganha ares de arena e guerra virtual entre as torcidas dos seus participantes nas redes sociais. Sim, estamos falando do Big Brother Brasil.

Aquele que é o único programa não-jornalístico transmitido ao vivo na TV aberta em tempos de pandemia e isolamento social meio que ameniza a falta, por exemplo, das competições esportivas — que se fazem presentes somente por reprises neste tempo. Mas, por outro lado, reflete da maneira mais sangrenta e irracional os tempos polarizados e sombrios que vivemos.

Mesmo um jornalista experiente como Mauricio Stycer, acostumado aos acalorados debates no Twitter, tem dificuldade para suportar o ambiente bélico da rede azul.

O crítico de televisão do UOL foi um dos convidados do FALA Y FALA, talk-show do GRANDE PRÊMIO — site parceiro do Ultra POP — da última segunda-feira e desabafou. “Não dá para conversar, publico algo, dou minha opinião, mas não dá para dialogar”.

O BBB 20, além de ser a única grande diversão na TV aberta nesta época cheia de reprises e de lives na internet, é também a edição dos recordes. O histórico paredão entre Felipe Prior, Manu Gavassi e Mari Gonzalez, que teve o paulistano como eliminado, alcançou uma votação surreal de mais de 1,5 bilhão de pessoas.

O último embate, entre Mari, Manu e Babu Santana, na última segunda-feira, teve um total de 359 milhões de votantes.

A entrada de famosos na 20ª edição do reality-show ampliou ainda mais a força das redes sociais. Os chamados fandoms têm sido determinantes para os recordes de votação, mas também refletem, como efeito colateral, o que há de pior na internet.

Recentemente, o ex-BBB Victor Hugo fez uma breve live para interagir com fãs em sua conta no Instagram. Ou tentou fazê-lo. O participante teve de encerrar o vídeo depois de vir às lágrimas após receber várias ofensas dos chamados haters.

Stycer avalia o comportamento de uma considerável parte do público que movimenta os debates sobre o programa nas redes sociais neste ano como algo que beira o insuportável.

“Sempre gostei muito do Twitter, sempre foi importante para mim. Especialmente em época de BBB, toma uma proporção muito grande. O Twitter sempre foi uma grande assembleia de BBB. Chega num momento que não dá mais para conversar, se torna uma guerra de torcida. Esse ano tá muito ruim nesse ponto”, explicou Stycer.

“Acho que isso tem a ver com a paixão que o jogo cria, é algo absolutamente fascinante e assustador. A pessoa conhece uma pessoa na televisão e, depois de um mês, se torna fã apaixonado, dedicado, dedica horas por dia. Isso mexe de um jeito tão grande que descamba nesses momentos mais quentes para uma coisa mais irracional. É o que acontece agora”, analisou o carioca.

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