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De olho na audiência qualificada, Cultura e CNN investem em polêmicas para repercutirem nas redes sociais

As duas emissoras entenderam a importância de uma audiência que pode nem assistir seus programas, mas que fala sobre eles por dias no Twitter

Reprodução

Na última segunda-feira (17) a entrevista com o humorista Marcelo Adnet no programa Roda Viva repercutiu muitos nas redes sociais, principalmente no Twitter. Os internautas não perdoaram a pergunta do apresentador Marcelo Tas, que apontou que Adnet não deveria se declarar de esquerda pois não há humoristas em Cuba e na China. 

Apesar do programa não ter dado 1 ponto no Ibope, quem entrou no twitter na segunda a noite não escapou de ver pelo menos um meme ou comentário sobre a pergunta. Fenômeno parecido acontece com a CNN Brasil, que ainda não decolou na audiência, chegando a dar traço com seus “debates”, mas que está sempre na ponta dos dedos do tuiteiro e do comentarista de Facebook.

Tanto a TV Cultura quanto a filial brasileira da emissora de notícias estadunidense já entenderam que hoje é preciso estar nas redes ao mesmo tempo que na TV. Pontos no Ibope são importantes, mas contar com uma audiência qualificada que vai sempre jogar seus programas para serem debatidos nas redes também é.

O presidente da CNN Brasil Douglas Tavolaro já escreveu na Folha de S. Paulo que o canal não vai mudar a abordagem, baseada em debates, vamos dizer, pouco edificantes. “A CNN e seus jornalistas podem concordar ou não com a opinião de seus debatedores e entrevistados. Porém, jamais calarão a voz de quem respeitar as regras da democracia e de nossa Constituição”, disse.

Não à toa a emissora aposta em nomes que já contam com um grande número de seguidores nas redes sociais como Gabriela Prioli, Mari Palma e Caio Coppolla, que se portam como influenciadores. 

O caso do Roda Viva também é curioso. Um dos mais importantes programas de entrevista do Brasil (como não se lembrar do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia e seu “mentiroso, caluniador” ) também conseguiu identificar esse público que assiste o programa com o celular em mãos. Quando essa ideia encontra o jornalista Marcelo Tas, que também tem um feeling para as polêmicas online, o resultado não poderia ser outro do que o debate sobre humor em Cuba, e o programa, de tabela, repercutirem por dias e dias.

A diversidade das plataformas pode ser uma boa notícia para o jornalismo e o entretenimento brasileiro. Mas também pode ir para um caminho perigoso, fomentando posições negacionistas e falsas polêmicas, onde tudo pode ser resolvido com uma enquete online.  

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