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Corpinho de 35 e a genialidade de um ancião: os 70 de Faustão

Unânime, o homem das anotações que nem ele entende completa mais um ano de genialidade

Com 14 anos, já locutava no interior de São Paulo. No tricampeonato mundial da seleção brasileira, era repórter de esportes da Rádio Record, em Campinas. De lá para os campos de futebol com a canopla da Jovem Pan. Não bastassem os microfones, Fausto foi para os teclados como repórter d´O Estado de São Paulo, seu caminho das pedras até que um convite do rei do rádio, Osmar Santos, o levasse porta adentro do rádio, mas de outro tamanho.

Por um acaso do destino, a Rádio Excelsior se viu sem Osmar, dedicado a novos projetos e sem Juares Soares, que mudou de casa e assumiu posto na TV Bandeirantes, e, naturalmente, também viu-se sem âncora para seu programa ‘Balancê’, um espaço de entrevista com artistas e políticos da época. Foi, então, que Fausto recebeu seu primeiro posto de apresentador. E desde lá, a mágica se faz.

Em pouco tempo, o especial ganhou platéia e Fausto, reconhecimento. Foi em 1984 que o apresentador e sua equipe receberam uma oferta: mudar-se para a televisão. Sob o nome de ‘Perdidos na Noite’, foram à TV Gazeta, depois para a Rede Record e também TV Bandeirantes, peregrinando entre casas e proprietários, mas carregando sucesso e audiência.

Fausto, então, em 1989, torna-se funcionário da Rede Globo e passa a cuidar daquele que é, ainda hoje, seu espaço e sua maior criação: o ‘Domingão do Faustão’. Há mais de 30 anos no ar e com pra lá de 1.500 edições já apresentadas, o dominical surfou em ondas de domínio da tevê, passou por crises de audiência nos embates com Gugu e Silvio Santos, mas inquestionavelmente sempre foi o maior e mais importante programa de entretenimento da emissora.

Fausto Silva, o nosso Faustão, das idas e vindas com o visual, looks milionário e controveros, com processo estético por perda de peso, do salário astronômico e dos bordões espetaculares, ‘né, meu’, chega aos setenta anos com uma vida sem os arranhões típicos da exposição de uma vida pública. Suas maiores polêmicas foram respostas tortas ou piadas ruins, seu dia para gritar que ‘tá pegando fogo, bicho!’, mas nunca foram sobre comportamento fora do ar. Com relatos, aos montes, de ser alguém de imensa bondade, Fausto carrega o carinho que poucos podem carregar. É uma figura que ainda consegue receber afeto do público, esse gesto tão escasso.

Sem demonstrar a idade que alcançou, parece viver ainda a plenitude de seu trabalho. Horas e mais horas ao vivo, entrevistados, quadros de entretenimento, relacionamento com convidados e comando de platéia. Tarefas de um apresentador que quase não existe mais. Centralizador e dono do espaço, pecou por excesso, nunca por omissão. Usou de seu espaço de fala para representar e ser representado por suas idéias. Não pareceu se privar de ideais por contratos ou distratos. Foi, e segue sendo, um marco eterno no conceito de fazer televisão. Da vanguarda à reutilização, do esporte ao entretenimento. Da criança até o vovô. Faustão é unânime.

Feliz setentão, Fausto. Ainda que só pareçam ser trinta e poucos.

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