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Como mudança na qualidade de vida fez Everaldo Marques trocar ESPN por Grupo Globo

Depois de praticamente 15 anos na emissora do Sumaré, Everaldo Marques causou comoção com a mudança para o Grupo Globo em fevereiro. O narrador explicou que a troca vai muito além do lugar de trabalho

Assista abaixo ao comentário de Everaldo Marques no FALA Y FALA.

A transmissão ‘in loco’ do Super Bowl em Miami em 2 de fevereiro marcou o fim de um ciclo de 15 anos. Dias depois, Everaldo Marques, uma das vozes-símbolo da ESPN e narrador de mais de 60 modalidades, anunciou a saída do canal e a mudança para o Grupo Globo. Esse movimento provocou uma verdadeira comoção nas redes sociais e motivou uma chuva de agradecimentos pelo notável trabalho feito pelo profissional de 41 anos.

A jornada no SporTV, canal esportivo do Grupo Globo, começou com sua presença no ‘Bem, Amigos’ no começo de março, quando Everaldo recebeu a bênção do papa das narrações esportivas, Galvão Bueno. Desde então, Marques teve a chance de narrar competições como a NBA e a Superliga de Vôlei. Até que a pandemia do novo coronavírus freou os trabalhos no canal campeão.

Na sexta edição do FALA Y FALA, programa do GRANDE PRÊMIO — site parceiro do Ultra POP — exibido na última quinta-feira, Everaldo revelou que a proposta para mudar de casa foi a segunda, de forma concreta, que recebeu desde que estava na ESPN. E ressaltou que a melhora na qualidade de vida, com a diminuição do ritmo frenético de trabalho que tinha, foi fundamental para a tomada de decisão.

“Proposta concreta para sair, antes dessa, tive em 2009, da TV Record, que tinha os direitos dos Jogos Olímpicos de Verão e Inverno até 2016. Iria inicialmente para os Jogos de Inverno de Vancouver, depois para os Jogos Olímpicos de Londres em 2012. Não rolou”, disse.

“Tive propostas depois para conciliar a ESPN em outros lugares, como trabalhar em rádio, que é um veículo que adoro. Mas também não rolou para conciliar porque a ESPN achou que não era conveniente. Ok”, lembrou o narrador.

Gratidão e novos ares

Everaldo sempre ressalta a gratidão que tem pela ESPN, mas entende que era o momento de mudar de ares pela família e também pelo seu próprio bem-estar.

“A mudança me faz trabalhar num ritmo muito mais tranquilo perto do que eu vinha tendo na ESPN e me dá uma coisa que estava procurando, que era mais qualidade de vida: ter mais tempo para ficar em casa, mais tempo para ficar com a família. Porque tempo é um ativo que não tem preço. Não tem grana que pague a possibilidade de ficar mais tempo em casa, curtir um filme com minha esposa, jogar um jogo de tabuleiro com meu filho, tomar uma surra dele no Mario Kart ou no Pro Evolution Soccer”, comentou.

“O principal ativo da mudança, para mim, foi ter mais tempo para cuidar de mim. O que me deu esse estalo foi que, em 2018, participei de um desafio em que fiz um duatlo, competição de correr, pedalar e correr. Uma competição de três fases, mas não é como o triatlo. Me preparei durante quatro meses com ajuda de uma clínica de medicina esportiva, perdi 13 kg no processo, 20% de gordura no meu corpo. Minha saúde melhorou, o humor melhorou, a vida melhorou de maneira geral. Mas quando retomei o ritmo de trabalho no maior período do ano, de setembro até fevereiro, parei de ter condição de treinar, engordei tudo de novo, minha saúde voltou a dar indícios ruins, sinais de hipertensão. E aí falei: meu, será que não tá na hora de ver se não tem outras coisas acontecendo? Pensando nisso, quando veio o convite, falei: ‘Acho que é o sinal’”, recordou Evê.

“Fiz a mudança e tô bem feliz pela qualidade de vida. Agora estou trabalhando pouco porque estou em casa, estamos todos em casa. Mas, nas primeiras três semanas, já consegui sentir a diferença no ritmo de trabalho, é bem grande”, complementou.

Ao ser questionado sobre a chance de narrar a F1, uma velha paixão desde quando trabalhava na Rádio Jovem Pan, Everaldo prefere esperar. “Eu fui contratado por outras coisas. Obviamente, estou na emissora que tem os direitos, mas se isso significa que vou narrar, ainda é uma distância muito grande”, concluiu.

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