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Brasil entende conceito de ‘jogar’, e BBB vira fenômeno inédito

Sem futebol, brasileiros fazem do BBB20 uma verdadeira disputa de Copa

“Vocês precisam jogar! BBB é um game.”

Foi assim, com esse perfil e essa ideia na cabeça, que Tiago Leifert assumiu o comando do maior reality do Brasil. Na cruel tarefa de suceder Pedro Bial e seu estilo lírico de conduzir as coisas, o ex-chefe do ‘Globo Esporte’ trouxe para o entretenimento o maior e mais importante conceito do esporte: a competição. Disputar, negociar situações, questionar, articular. Com o que tiver nas mãos, alterar o rumo de uma disputa. E, enfim, o país entendeu o que é isso.

Nunca foi o hábito do brasileiro olhar pra casa mais vigiada com ânimos exaltados e um espírito de disputa acalorado. As discussões eram sobre quem precisava mais do prêmio ou sobre quem tinha mais princípios, mais modos. Já foi, também, duelo de representatividade. Hoje, é peleja. Derby. Clássico com dividida, chute na canela e articulações milimetradas. É sobre quem gera mais entretenimento, quem diverte e causa discórdia. É sobre protagonizar.

“Joguem, fujam do paredão”, diz, religiosamente, o apresentador, em todo programa.

Eles entenderam, sim. Alguns ainda tentam o suicídio a troco de ‘entender’ o que acontece aqui, do lado de fora. O último que tentou, uniu-se ao time. O Brasil comprou a teoria. Tem fan clube, tem hashtag, mutirão de voto, campanhas mundiais. Mal sabem, os 11, mas ele já não jogam sozinhos. Os paredões são quase que como referendos populares. Votar pra sair é um gesto de civilidade, de engajamento. Saber sobre BBB é requisito básico para uma roda de bate-papo. Jogamos.

‘Big Brother Brasil’ é editoria. Capa de jornal. É futebol contra rapa. Muito maior do que qualquer outro evento esportivo que tenha rolado por aqui na última volta do calendário, e talvez por saudade do calendário, o reality é um fenômeno inédito. O Twitter, rede social dos boleiros, está dominado pelo tema. O Insta, das artes, tanto quanto. Não há como escapar. O que era motivo de chacota, hoje, é coqueluche de comportamento.

Ai de você se não assistir. Quem resistia, viu-se sem opções. Quinta-feira de manhã, ao invés dos 3 a 0, falamos da festa na noite que se passou. Na terça, o pré jogo é pré paredão. Domingo, quem toca música é quem indica e elimina. É dia de jogo, amigo. Quando a final chegar, a audiência será histórica. As janelas estarão lotadas para festejar. Nas redes, hashtag de lamentação. Se o Galvão Bueno narrar o anúncio do campeão, amigo, dá pra chamar de Copa do Mundo.

Aprendemos, todos, o que é jogar.

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