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Cientistas criam internet 100 vezes mais rápida

Velocidade de 100 gigabits foi conseguida usando um laser quântico

Laser transmite dados em utravelocidade
Laser quântico é capaz de transmitir dados em velocidades muito rápidas (Foto: Pixabay)

Um estudo realizado pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, aponta que a transferência de dados por meio de raio laser é 100 vezes mais rápida do que os atuais cabos de fibra ótica, muito usados pelas empresas de telecomunicações.

Publicada no periódico científico Nature Communications no dia 11 de fevereiro, a nova pesquisa utiliza lasers quânticos que podem enviar dados ao redor do mundo a velocidades inimagináveis em comparação com a tecnologia atual.

Pesquisadores utilizaram lasers do tipo cascata de terahertz (trilhão de hertz). Segundo o artigo recém-publicado, é possível transmitir dados sem fio (wifi) a curtas distâncias a uma velocidade de 100 gigabits.

Para efeito de comparação, as placas de rede (conexão ethernet) mais comuns usadas em computadores costumam ter no máximo um gigabit de capacidade de transmissão de dados.

O laser quântico

O tipo de laser responsável pela atual façanha é diferente porque emite luz na faixa de terahertz do espectro eletromagnético, que é amplamente usada para analisar elementos químicos presentes nas coisas.

Agora, esse raio laser poderá fornecer acesso muito mais rápido à internet para centros de pesquisa, hospitais, comunicações via satélite ou qualquer outra situação em que sejam necessárias conexões de rede extremamente velozes.

Apesar de a novidade ser animadora, existe um grande problema no envio de dados por meio dos lasers quânticos: eles precisam ser desligados cerca de 100 bilhões de vezes por segundo. Isso requer controle preciso, e os engenheiros ainda estudam uma forma segura de desligá-los.

Som para modular o laser

Cientistas da Universidade de Leeds encontraram uma maneira de controlar a modulação do laser quântico de cascata de terahertz por meio do som.

“No momento, o sistema para modular laser quântico é acionado eletricamente, mas com limitações. Ironicamente, o mesmo sistema eletrônico que fornece a modulação geralmente freia a velocidade da modulação. O mecanismo que estamos desenvolvendo depende de ondas acústicas”, comenta o pesquisador John Cunningham, um dos autores do estudo, em entrevista para o jornal britânico Independent.

Portanto, o desafio da nova pesquisa é criar um controle seguro dos lasers para transmissão de dados.

“Não chegamos a uma situação em que poderíamos parar e iniciar o fluxo completamente, mas conseguimos controlar a emissão de luz de certa forma, o que é um ótimo começo”, comenta Cunningham ao periódico.

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