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Ciência

Terra está com duas luas pela segunda vez na história

Asteroide 2020 CD3 foi “capturado” pela força gravitacional de nosso planeta, mas deve nos deixar em abril deste ano

A Terra está com duas luas porque o asteroide 2020 CD3 foi capturado pelo campo gravitacional do nosso planeta
A Terra está com duas luas porque o asteroide 2020 CD3 foi capturado pelo campo gravitacional do nosso planeta (Foto: Pixabay)

Parece estranho dizer isto, mas, atualmente, o planeta Terra está com duas luas ou satélites naturais.

Segundo anúncio divulgado pelo Observatório Astrofísico Smithsonian, dos Estados Unidos, no dia 25 de fevereiro, o asteroide chamado 2020 CD3, que tem o tamanho de um carro, está dando uma volta em nosso planeta a cada 47 dias.

Ainda conforme o observatório americano, o corpo celeste ficou preso na força gravitacional da Terra há três anos.

Essa nova “lua” tem pouca duração: a órbita de 2020 CD3, que é oval e chega a ficar muito longe do nosso planeta, sugere que um dia, provavelmente em abril, escapará do campo gravitacional da Terra.

Novo satélite natural

Como informa o Observatório Astrofísico Smithsonian, no dia 15 de fevereiro os astrônomos Kacper Wierzchos e Teddy Pruyne encontraram um objeto com brilho muito tênue atravessando os céus das montanhas Catalina, que ficam no Texas (EUA).

Quatro dias depois, outros seis observatórios relataram ter encontrado o mesmo objeto naquela noite.

O 2020 CD3 possui entre 1,9 e 3,5 m de diâmetro e parece orbitar a Terra há três anos.

Os dados analisados pelos cientistas apontam que o asteroide é do tipo Amor, ou seja, faz parte dos objetos que orbitam o Sol entre a Terra e Marte; e também se enquadra na categoria Apolo, porque está mais tempo perto de nós do que do Planeta Vermelho.

Confira acima a projeção da órbita do asteroide até ser liberado da gravidade da Terra

Curta duração

O asteroide 2020 CD3 é essencialmente composto por carbono, tal como 75% de seus “irmãos” conhecidos pelos cientistas.

Apesar de ser legal ter duas “luas”, o 2020 CD3 está apenas de visita, como alertam os astrônomos americanos.

A órbita que o asteroide completa em redor da Terra é tão instável que o mais provável é que consiga escapar da força gravitacional do nosso planeta. Com isso, voltaríamos a ter apenas a Lua como satélite natural – está nos acompanhando há 4,5 bilhões de anos.

A expectativa é que o 2020 CD3 consiga fugir da nossa gravidade em abril deste ano.

Pela segunda vez

Apesar da curta duração, ter um asteroide como “lua” é importante para a astronomia, já que entre os milhões de corpos celestes desse tipo no Sistema Solar, e entre os quase 7,500 mil que orbitam entre a Terra e Marte, apenas dois deles chegaram a ser capturados pelo campo gravitacional do nosso planeta.

Antes do 2020 CD3, apenas o 2006 RH120 tinha feito uma visita semelhante à Terra.

O 2006 RH120 orbitou nosso planeta entre setembro de 2006 e junho de 2007.

O asteroide, que tem entre dois e três metros, nunca mais visitou a Terra, mas isso pode acontecer novamente.

De vez em quando, o 2006 RH120 aproxima tanto de nós que pode voltar a ser preso pela força gravitacional, até se libertar de novo.

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