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Ciência

Cientistas geram energia elétrica a partir da umidade do ar

Método poderá acabar com os carregadores de celulares

Película de nanotubo gera energia da umidade do ar
Película feita de nanotubos de proteína é capaz de gerar energia elétrica a partir da umidade do ar (Foto: Pixabay)

Em meio às discussões sobre o aquecimento global, a produção sustentável de energia elétrica é um dos tópicos primordiais. Muitos países investem na força dos ventos (energia eólica), enquanto outros usam o movimento das marés (maremotriz).

No Brasil, grande parte da eletricidade é proveniente das usinas hidrelétricas, que são consideradas “amigas” do meio ambiente, mas dependem de chuvas regulares para o preenchimento adequado de seus reservatórios.

Agora, cientistas da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, criaram um método que consegue captar energia da umidade do ar.

Graças a um micro-organismo

O estudo, publicado nesta segunda, dia 17 de fevereiro, na renomada revista científica Nature, conseguiu a geração de 0,5 volts de eletricidade usando nanotubos (filamentos um milhão de vezes menores do que 1 cm) de proteína extraída da bactéria Geobacter sulfurreducens.

Esse micróbio já é conhecido dos cientistas por consumir metais pesados e até lixo atômico.

Na pesquisa americana, os nanotubos proteicos foram dispostos em forma de película e ligados a eletrodos que captam a corrente elétrica gerada pela reação da proteína da bactéria com a umidade naturalmente presente no ar.

“Descobrimos que a força motriz por trás dessa geração de energia é uma camada de umidade que se forma naturalmente na superfície da película, quando é exposta ao ar”, afirmam os cientistas da Universidade de Massachusetts no artigo recém-publicado.

Processo indoor

O método inovador recebeu o nome de Air-gen e ao contrário de outras formas de gerar eletricidade, pode ser utilizado em ambientes fechados, como comenta o microbiólogo Derek Lovley, um dos autores do estudo. Foi ele que há mais de 30 anos descobriu a Geobacter sulfurreducens no rio Potomac, que banha a cidade de Washington, nos EUA.

Por enquanto, o Air-gen é capaz de manter funcionando pequenos aparelhos eletrônicos, mas os pesquisadores dizem ser capazes de ampliar sua capacidade, unindo várias películas de nanotubos. Com isso, será possível alimentar aparelhos que não podem ficar sem energia, como os monitores de batimentos cardíacos dos hospitais.

A expectativa é que o Air-gen também seja adaptado aos telefones celulares, que não precisariam mais de carregamento externo.

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