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Ciência

Existem 11 asteroides que trazem risco para a Terra no futuro

Usando inteligência artificial, cientistas encontraram novas rochas espaciais potencialmente perigosas

11 asteroides podem se chocar com a Terra no futuro
Cientistas holandeses usaram um computador para vasculhar o espaço e descobriram 11 asteroides que podem trazer risco para a Terra daqui a milhares de anos (Foto: Pixabay)

Existem inúmeras rochas espaciais circulando nosso sistema solar, especialmente num cinturão localizado entre Marte e Júpiter. A maioria delas nunca representará uma ameaça para o planeta Terra, mas uma porcentagem muito pequena pode passar parto da gente.

Inevitavelmente, a Terra estará em rota de colisão com um asteroide perigoso em algum momento no futuro, e identificar os objetos que representam ameaças é tão importante que faz parte do trabalho da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e de outras instituições internacionais.

Telescópios poderosos, incluindo o Hubble, podem dar aos astrônomos uma boa ideia de quais rochas estão vindo em nossa direção. O problema é que o trabalho humano nem sempre é confiável.

Para saber quantos asteroides potencialmente perigosos podem ter passado despercebido, pesquisadores da Universidade de Leiden, na Holanda, criaram um sistema de inteligência artificial (IA) capaz de analisar os dados obtidos pelos telescópios.

Robôs vigilantes do espaço

No artigo publicado na edição de fevereiro da revista científica Astronomy & Astrophysics, o computador foi incumbido de localizar objetos que poderiam chegar a aproximadamente 7,5 milhões de km da Terra.

Essa distância pode parecer muito grande, mas é perto o suficiente para que, a longo prazo, cientistas sejam capazes de rastrear os asteroides e garantir que não causarão problemas.

Os objetos avaliados pela IA também precisavam medir mais de 100 m de diâmetro para serem considerados ameaça. Rochas espaciais desse tamanho têm o potencial de causar sérios danos se chocarem contra superfície do nosso planeta.

Risco futuro

Depois de executar a simulação e observar a movimentação de asteroides de hoje a 10 mil anos no futuro, o computador da Universidade de Leiden gerou alguns resultados surpreendentes.

Foram detectados 11 asteroides que não estavam na lista de objetos potencialmente perigosos da Nasa e que foram citados como motivo de preocupação.

“Agora sabemos que nosso método funciona, mas certamente gostaríamos de nos aprofundar na pesquisa com uma rede neural melhor e com mais contribuições. O problema é que pequenas interrupções nos cálculos da órbita podem levar a grandes mudanças nas conclusões”, comenta o pesquisador Simon Portegies Zwart, no artigo recém-publicado.

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