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Ciência

Cientistas encontram espécie humana desconhecida na África

Descoberta foi possível por meio da análise de DNA de populações de três países africanos

Cientistas da Universidade da Califórnia descobrem espécie humana desconhecida que viveu na região ocidental da África (foto: Pixabay)

Ao analisar 405 genes de quatro populações do oeste da África (duas da Nigéria, uma de Gâmbia e outra de Serra Leoa), cientistas descobriram um antepassado desconhecido que teria vivido há 500 mil anos.

Utilizando cruzamento genético por meio de estatística, o estudo, publicado no dia 12 de fevereiro no periódico científico Science Advances, vasculhou genomas em busca de pedaços de DNA que pareciam diferentes dos genes humanos modernos.

Com isso, foi possível extrair sequências que provavelmente vieram de um antepassado muito distante. Ao comparar com genes de neandertais e denisovanos (duas espécies de humanos que viveram há centenas de milhares de anos na Europa e na Ásia), eles concluíram que o DNA tinha que vir de um grupo desconhecido.

“Nos africanos ocidentais que analisamos, todos têm descendência dessa população antiga e ignorada”, comenta o biólogo computacional Sriram Sankararaman, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA), um dos autores do estudo, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

“Eles parecem ter tido um impacto bastante substancial nos genomas dos indivíduos atuais que estudamos, representando de 2% a 19% de sua ancestralidade genética”, completa o pesquisador.

População ancestral “fantasma”

As descobertas estão longe de serem definitivas, mas de acordo com as estimativas dos cientistas, a população “fantasma” se separou dos neandertais e dos humanos modernos entre 360 mil e um milhão de anos atrás.

O grupo de talvez 20 mil indivíduos foi composto de ancestrais dos modernos africanos ocidentais em algum momento nos últimos 124 mil anos.

Mas outras explicações são possíveis, afirma Sankararaman ao The Guardian. Pode ter havido vários cruzamentos de espécies ao longo de milhares de anos. “É muito provável que a verdadeira explicação seja muito mais complicada”, comenta o biólogo computacional.

Agora, os cientistas estão investigando as funções desses genes antigos. Uma possibilidade é que os africanos ocidentais tenham mantido parte do DNA da população “fantasma” ancestral porque isso os ajudou a sobreviver.

Homem moderno

A origem do Homo sapiens, que corresponde à nossa espécie atual, costumava estar ligada ao homem de Neandertal (Homo neanderthalensis). Mas, descobertas arqueológicas e diversas análises laboratoriais mostram que essa concepção estava errada.

Tudo indica que os humanos modernos surgiram há cerca de 300 mil anos na região central da África, a partir de onde teriam migrado para a Europa e para a Ásia, por meio do Oriente Médio, provavelmente devido à competição por alimentos com outras espécies humanas.

Confira um documentário da TV Cultura sobre a origem do homem moderno:

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