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‘The Last Dance’ e01 e e02: Michael Jordan é ‘Deus disfarçado’

Um Eurico Miranda, um atleta estressado e um Robin puto. O que o documentário sobre Michael Jordan mostrou em seus dois primeiros episódios?

Michael Jordan (Foto: Reprodução)

Em tempos de pandemia onde várias coisas foram postergadas e adiadas, a ESPN resolveu brindar os fãs de esporte™ ao antecipar o lançamento do documentário ‘The Last Dance’, dividido em 10 episódios e que aborda a última temporada de Michael Jordan pelo Chicago Bulls, entre 1997 e 1998.

O lançamento era muito aguardado pela chance de ver Jordan na frente das câmeras. Mesmo sendo um dos maiores atletas de todos os tempos, MJ nunca foi o maior fã de entrevistas após o término de sua carreira, o que praticamente impossibilitou qualquer produção audiovisual que abordasse sua vitoriosa trajetória.

Os primeiros dois episódios foram lançados na noite do último domingo (19) nos Estados Unidos, e já estavam disponíveis na versão brasileira da Netflix na manhã desta segunda-feira.

O primeiro episódio chama bastante atenção, e não só pelas imagens inéditas de Jordan junto com depoimentos e flashbacks dos seus tempos universitários, mas por começar a construir a tensão que vai marcar o documentário, especialmente com Jerry Krause, escolhido como vilão.

Jerry Krause foi o GM do Bulls entre 1985 e 2003. Morreu aos 77 anos de idade, em 2016 (Foto: Reprodução/Chicago Tribune)

General Manager do Bulls por quase 20 anos, Krause é uma espécie de Eurico Miranda da NBA, não só pelas semelhanças físicas, mas também pela vontade de assumir o protagonismo frente ao elenco, tentando se colocar como o responsável pela dinastia de Chicago nos anos 1990.

Já o segundo episódio, além de mostrar os primeiros brilhos de Jordan na NBA, também foca bastante em Scottie Pippen. O ala era o principal parceiro, um Robin, de MJ no Bulls, mas ligado ao papel secundário, recebia muito pouco dinheiro e resolveu expor o problema, atrasando uma cirurgia no tornozelo que prejudicou o início da equipe naquela temporada.

Em dois capítulos, ‘The Last Dance’ já deixou o gosto de ansiedade pelo que vem por aí. Os cenários já estão desenhados com Krause vilão, um Jordan estressado e problemático, mas um ‘Deus disfarçado’, além dos ótimos Phil Jackson e Scottie Pippen no suporte.

O título de 1998 foi, por larga margem, o mais complicado da dinastia de Chicago, e nada melhor do que uma produção gigantesca para servir de registro histórico.

NOTA: 9/10

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