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‘The Last Dance’ e01: aprenda a odiar os dirigentes do seu time

O brasileiro pode aprender algo muito importante com o primeiro episódio do documentário sobre o último ano de Michael Jordan o Chicago Bulls: jamais idolatre um dirigente

Preciso pontuar algo logo de início: eu sou torcedor do Chicago Bulls desde 1992, provavelmente, quando meus pais me deram uma fita cassete de um jogo do time contra o Phoenix Suns – fita, esta, que eu provavelmente assisti mais de 8921 vezes na infância. Em 2014, realizei um sonho e fui até Chicago ver dois jogos do Bulls (e Lebron James, por sorte). Ou seja, eu sou fanático por este time – e o lançamento de ‘The Last Dance’ (‘Arremesso Final’, na Netflix), documentário da ESPN sobre o último ano de Michael Jordan no Bulls, me fez chorar com cinco minutos do primeiro episódio.

Pois bem: os dois primeiros episódios estão no ar desde esta segunda-feira (20) na Netflix, e este texto é sobre um ensinamento que o que abre a série nos passa: aprenda a odiar os dirigentes de seu time – mesmo quando eles vencem.

Os personagens principais de uma equipe esportiva são sempre seus jogadores e seu técnico. Nenhum outro. Mas dirigentes esportivos não enxergam desta maneira: eles creem, absurdamente, que fazem parte e que merecem créditos iguais. Eles que contrataram quem veste a camisa e quem comanda. Então, por isso, acham que são intocáveis. Mais que isso: que merecem ser idolatrados tanto ou mais quanto as reais estrelas.

Uma mentira gigantesca, mas o primeiro episódio de ‘The Last Dance’ mostra isso claramente. Quem são as estrelas de verdade? Michael Jordan, o melhor de todos os tempos no basquete. Scottie Pippen, um gênio que aceitou ser o “número dois” para cumprir o sonho: vencer. Phil Jackson, o técnico que criou um time invencível.

Quem achava que era estrela o tempo todo: Jerry Krause, o GM, General Manager, ou basicamente o diretor principal do Bulls.

Krause era visto por todos dentro do time como o baixinho gordinho que de nada servia. Krause se via, o tempo todo, como o gênio, como a estrela, como o responsável por tudo aquilo, a ponto de falar que “jogadores e técnicos não vencem, quem vence é a organização”.

Não à toa, Jordan o tempo todo fazia piadas sobre se Krause gostaria de dar uns arremessos, e que para isso abaixaria a tabela.

Krause, com raiva, desmontou o maior time de basquete de todos os tempos.

Por isso, a lição: jamais idolatre um dirigente. Não acredite em nada que eles falam. Não lhes dê créditos. Seu time é bom APESAR deles. Nunca POR CAUSA deles.

Serve para o futebol, para o basquete, para o vôlei, para qualquer esporte. O ego desses caras é maior do que o do principal jogador do seu time. Eles realmente acham que o gol marcado na final foi deles, não do craque. Que o craque só existe porque ELES deram espaço.

Duvide, deteste, odeie. Dirigentes merecem. Krause merece. Te odeio, aliás, Krause. Você destruiu o maior time de basquete que já existiu.

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