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‘Sex Education’ é necessidade em sociedade com antolhos para democracia sexual

Série da Netflix fala sobre sexo na adolescência e incentiva abertura no diálogo familiar sobre o tema

Criada por Laurie Nunn e produzida pela Netflix, a série ‘Sex Education’ é um fenômeno de público na plataforma de streaming. Com lançamento em 2019 e a segunda temporada liberada em janeiro desse ano, a produção tornou-se um sucesso inequívoco e que também trouxe ao debate inúmeras –e muito necessárias- questões sobre saúde sexual e liberdade de escolha.

A história é contada, principalmente, pela perspectiva de um adolescente, Otis (Asa Butterfield), que começa que começa a descobrir sua sexualidade em meio ao caos de percepções e semelhanças com seus colegas de escola. A mãe do protagonista, Jean (Gillian Anderson), por sua vez, é uma terapeuta sexual com larga experiência na área, mas que não consegue ter naturalidade e intimidade para contribuir na complexa fase que o jovem vive. Ao redor, muitos outros casos de mesma temática vão se desenrolando em uma trama divertida, importante e, por vezes, sincerona.

Sam Taylor/Netflix

A virgindade aos 14 ou 15 anos e toda a falta de confiança pela qual o garoto, ou a garota, é submetido, é algo a se tirar do baú do constrangimento e levar à mesa do jantar. Falar é preciso. Desmistificar o que é erro, o que é vergonha, o que é precipitado ou atrasado.

Como fazer com que um jovem, em absoluta fase de afirmação e submetido às imensas histórias diferentes entre si as quais ele assiste diariamente no convívio escolar, não entre em paranoia como Otis, em Sex Education, entrou?

Sam Taylor/Netflix

Esse é o porquê da série ir além de um entretenimento divertido, jovem e leve. Faz pensar. Instiga, mesmo que com classe e suavidade, aos pais, aos filhos, aos futuros pais que já foram esses filhos em sofrimento. E, cá entre nós, os velhos também se dão mal nessa história. Perdem contato com os amados, se veem às voltas com a falta de tato para se aproximarem e, como bem evidencia a obra, também são inseguros, acostumados e acomodados, também sofre de falta por um dia não terem aprendido a discernir o bom e o errado. Sobram exemplos ao longo das duas temporadas.

Sam Taylor/Netflix

O sexo gay, o amor entre dois caras, a paixão de duas garotas. A aceitação de pais que se permitiram evoluir. A negação daquele que prefere esconder o filho do mundo. Casos absolutamente factíveis. E como a questão é maravilhosamente abordada por Laura Nunn, merece nosso destaque. Sem poupar no termo, as personagens falam da chuca, por exemplo, desmistificando um processo natural que o sexo entre dois homens demanda. Retira, inclusive, a neura de dois namorados que tinham medo do assunto. Pensem em algo verossímil…

Sam Taylor/Netflix

Em uma sociedade viciada em antolhos, como o gado, fadado a não olhar o resto do mundo, ‘Sex Education’ é mais do que fundamental. A educação é o caminho, o único e o correto. Só não erra quem sabe o que é errado. Só faz o que quer quem sabe as opções. Só é feliz quem se sente livre e seguro para escolher o que acalenta o coração e esquenta as veias. Sem medo. Sem neura.

Que a série não pare tão cedo. O mundo precisa.

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