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Saúde e Bem-Estar

Pandemia e quarentena levantam pergunta inevitável: como cuidar da saúde mental?

Diante de uma crise global sem precedentes em todos os aspectos, eis a pergunta de US$ 1 milhão. Diante do agravamento de um cenário completamente imprevisível, o maior desafio é, cada vez mais, manter a sanidade

Pandemia, milhares de mortes, crise global, desesperança, autoisolamento, incerteza… O cenário que se desenha a cada dia diante dos nossos olhos impede de traçar qualquer perspectiva otimista, ao menos para um futuro próximo. A hecatombe mundial provocada pelo novo coronavírus desencadeou um efeito dominó que paralisou o mundo neste primeiro semestre e certamente vai provocar feridas que vão levar anos para serem cicatrizadas.

Como sobreviver e não pirar em meio ao caos diante do risco de perder as pessoas que mais amamos e do não-saber sobre o que está por vir? Como manter o autocontrole e a sanidade mental para poder cuidar de si e do seu próximo, atravessar a tormenta e seguir tocando o barco?

A tragédia sanitária provocada pela expansão do Covid-19 impacta a todos nós de alguma forma. Muitos profissionais já perderam seus empregos, outros tantos foram mandados para casa em razão do fechamento dos comércios e têm o futuro incerto. Os bravos trabalhadores da área da saúde enfrentam uma batalha terrivelmente árdua diuturnamente para curar os enfermos e contar os mortos.

Nas trincheiras, os jornalistas também desempenham um trabalho incansável na missão de relatar os fatos, informar e conscientizar a população, interromper um ciclo de fake news e burrice. Cientistas correm contra o tempo para buscar uma solução que possa estancar o novo coronavírus. Comerciantes, que dependem daquela loja, hoje fechada, para sobreviver, lidam com a dúvida constante sobre como será o amanhã.

Quem já enfrenta a quarentena tem de lidar com a inevitável tristeza que representa o isolamento, a ansiedade, o medo e as angústias diante de uma nova e outrora impensável rotina. A distância social por ter de evitar um simples gesto de afeto como abraço, beijo ou mesmo um aperto de mão e a impossibilidade de saber quando a tempestade vai cessar estremecem as estruturas de um corpo que sustenta (ou deveria sustentar) uma mente sã.

É possível amenizar o caos mental provocado pelo coronavírus (Foto: iStock)

O alerta emitido da OMS (Organização Mundial de Saúde) diante do estrago que a pandemia do novo coronavírus pode provocar à saúde mental reflete o quão importante é ficar atento. “Seja empático com todos aqueles que são afetados, dentro e provenientes de qualquer país. O repentino e quase constante fluxo de notícias sobre um surto pode deixar qualquer pessoa preocupada. Trabalhe com fatos; não com rumores e desinformação”.

O autoexílio nos confronta com a enxurrada de notícias sobre tudo o que está acontecendo ao redor do mundo e agravado pelo caos político e pela ingovernabilidade no Brasil. O quadro atual mostra que é fundamental estar antenado e muito bem informado sobre tudo. Mas escolher o que assistir, filtrar e absorver o que é positivo, desconectar um pouco e simplesmente respirar, esfriar a mente e amenizar a ansiedade também é crucial.

E em tempos de academias fechadas, exercícios funcionais, que podem ser desempenhados mesmo em um espaço restrito dentro de casa, ajudam muito a relaxar a mente e tentar manter o corpo em forma. Há muitas séries disponíveis no YouTube e que são possíveis de reproduzir mesmo em um espaço mais reduzido. Beber água com frequência e uma boa alimentação são ações indispensáveis.

Há muitas maneiras de ocupar a mente em época de mais tempo livre. Operadoras de TV por assinatura como Claro, Vivo, Oi e Sky, por exemplo, liberaram muitos canais outrora restritos aos pacotes mais caros. A plataforma de streaming Globoplay liberou boa parte do seu catálogo até para não-assinantes pelos próximos 30 dias. A maravilhosa temporada 20 do BBB também está aí para divertir e entreter.

A Amazon abriu toda a sua livraria digital de graça na plataforma Kindle, enquanto institutos renomados de educação como a Fundação Getúlio Vargas, Universidade de Harvard e o Senai disponibilizam uma gama de cursos online gratuitos e com certificado.

Não menos importante é dar um tempo com o celular e as redes sociais. Mesmo que seja por algumas horas, faz uma grande diferença na tarefa de ajudar a conter a ansiedade em dias agitados e quase intermináveis.

Meditar, assistir a uma série ou filme, ler um livro, fazer um exercício, ouvir música ou simplesmente pegar o telefone e conversar com alguma voz amiga não vai tirar o foco de uma realidade cruel e difícil sobre a qual todos nós estamos submersos. Mas tudo isso, aliado à solidariedade e empatia, ameniza o peso e, de alguma forma, ajuda a recobrar forças para enfrentar e superar o tsunami chamado coronavírus.

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