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Saúde e Bem-Estar

20 mitos relacionados à Covid-19

Saiba a verdade sobre alguns boatos ligados ao novo coronavírus que vêm se espalhando rapidamente na internet, em especial nas redes sociais

O novo coronavírus não pode ser transmitido por encomendas originárias da China, como acreditam algumas pessoas
O novo coronavírus não pode ser transmitido por encomendas originárias da China, como acreditam algumas pessoas (Foto: Pixabay)

Até ontem, dia 26 de março, o Brasil já contabilizava 2.915 pessoas infectadas pelo novo coronavírus (conhecido cientificamente como SARS-CoV-2) e 77 mortes.

Por ter como principal forma de contágio o contato com secreções, como cuspe, uma das medidas para evitar a rápida propagação do micro-organismo é o isolamento social, que vem sendo chamado de quarentena, e está em vigor em vários países, incluindo o nosso.

Apesar de os noticiários estarem quase todos dedicados à divulgação de informações sobre a Covid-19, doença pulmonar causada pelo coronavírus, ainda existe muito boato e fake news.

A doença é extremamente mortal? Cães e gatos transmitem o vírus? Uso de máscara protege contra a infecção?

Para responder essas e outras dúvidas, o portal britânico Medical News Today, especializado em notícias médicas, resolveu esclarecer 20 questões relacionadas à Covid-19.

Passar cloro ou álcool na pele mata o coronavírus

A aplicação direta de álcool ou cloro no corpo pode causar danos, especialmente se entrar em contato com os olhos ou a boca.

Embora as pessoas possam usar esses produtos químicos para desinfetar superfícies e objetos, eles não devem ser usados na pele.

Apenas idosos e jovens correm risco

O SARS-CoV-2, como outros coronavírus, pode infectar pessoas de qualquer idade.

No entanto, como mostra o portal especializado, idosos ou indivíduos com condições de saúde preexistentes, como diabetes ou asma, têm maior probabilidade de ficar gravemente doentes.

Crianças estão imunes à Covid-19

Todas as faixas etárias podem ser vítimas da doença provocada pelo novo coronavírus.

Até agora, a maioria dos casos ocorreu em adultos, mas as crianças não são imunes.

O Medical News Today esclarece que evidências preliminares mostram que as crianças têm a mesma probabilidade de serem infectadas, mas seus sintomas tendem a ser menos graves.

A Covid-19 é parecida com a gripe comum

O vírus SARS-CoV-2 está ligado a doenças que realmente apresentam sintomas semelhantes aos da gripe provocada pelo influenza, como dores, febre e tosse.

Da mesma forma, tanto a Covid-19 quanto a gripe podem ser leves, graves ou, em casos raros, fatais. Ambas também podem levar à pneumonia (infecção pulmonar).

No entanto, geralmente, o quadro causado pelo coronavírus é mais sério, alerta o portal britânico. As estimativas variam, mas a taxa de mortalidade da Covid-19 está entre 1% e 3%.

A Covid-19 é extremamente mortal

Essa afirmação é falsa. Como já foi dito, o quadro infeccioso provocado pelo novo coronavírus é fatal apenas para uma pequena porcentagem de pessoas.

Em um relatório recente, o Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças concluiu que 80,9% dos casos de Covid-19 foram considerados leves.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também já informou que cerca de 80% das pessoas experimentarão uma forma relativamente leve da doença, que não exigirá tratamento hospitalar.

Os sintomas leves podem incluir febre, tosse, dor de garganta, cansaço e falta de ar.

Gatos e cães espalham o coronavírus

Atualmente, existem poucas evidências de que o SARS-CoV-2 possa infectar cães e gatos. No entanto, em Hong Kong, na China, no início do ano, um cachorro da raça pomerânia, cujo dono tinha Covid-19, foi diagnosticado com a doença.

No entanto, o cão não apresentou sintomas e, de acordo com a OMS e o governo chinês, os pets não seriam transmissores do vírus, podendo apenas transportar o micro-organismo na parte externa do corpo, devido ao contato com pessoas infectadas.

Máscaras faciais protegem da Covid-19

O Medical News Today lembra que os profissionais de saúde usam máscaras faciais específicas, que se ajustam firmemente ao redor do rosto, protegendo contra infecções transmissíveis pelo ar e por secreções.

No entanto, é improvável que as máscaras descartáveis forneçam esse mesmo nível de proteção para pessoas sadias – pacientes devem usá-las para não evitar a transmissão.

“Há pouca evidência de que o uso de máscaras proteja o usuário de infecções. Além disso, o uso de máscaras pode dar uma falsa sensação de segurança e levar a ações impensadas, como o ato de levar as mãos sujas ao rosto”, afirma o médico Ben Killingley, do Hospital Universitário de Londres, no Reino Unido, citado pelo portal.

A OMS recomenda que as pessoas que cuidam de alguém com suspeita de Covid-19 usem máscara. Neste caso, o uso só é eficaz se a pessoa lavar as mãos regularmente com álcool gel 70% ou água e sabão.

Além disso, ao usar uma máscara, é importante descartá-la adequadamente.

O novo coronavírus é uma mutação do resfriado comum

Os coronavírus são uma grande família de vírus, todos com proteínas pontiagudas em sua superfície, o que dá a impressão de “coroa” (por isso o nome corona em latim). Alguns desses vírus usam humanos como hospedeiro principal e causam sintomas associados ao resfriado comum.

Outros tipos de coronavírus, como o SARS-CoV-2, infectam principalmente animais.

A síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) e a síndrome respiratória aguda grave (SARS), causadas por essa família de patógenos, começaram em animais e passaram para os seres humanos.

Lavar o nariz com soro fisiológico protege contra o coronavírus

O Medical News Today esclarece que não há evidências de que lavar as narinas com solução salina proteja contra infecções respiratórias.

Algumas pesquisas sugerem que essa técnica pode reduzir os sintomas de infecções agudas do trato respiratório superior, como o entupimento nasal, mas nada relacionado ao menor risco de aparecimento de doença.

Vídeo do canal da agência de notícias AFP no YouTube fala sobre o novo coronavírus (em inglês):

Azitromicina ajuda a tratar a Covid-19

O portal especializado lembra que antibióticos como azitromicina matam apenas bactérias.

Não há comprovação científica do uso desse medicamento no combate ao novo coronavírus.

Termômetros do tipo scanner pode detectar a Covid-19

Os scanners térmicos podem verificar se alguém está com febre. No entanto, outras condições de saúde, como a gripe causada pelo influenza, também podem causar o aumento da temperatura corporal.

Além disso, os sintomas da Covid-19 podem aparecer de dois a 10 dias após a infecção, o que significa que alguém infectado pelo vírus pode ter uma temperatura normal por alguns dias antes do início da febre.

Alho protege contra o coronavírus

De acordo com o portal britânico, algumas pesquisas sugerem que o alho pode retardar o crescimento de algumas espécies de bactérias.

Como a Covid-19 é causada por vírus, não há evidências de que o alho possa proteger as pessoas contra essa doença.

Encomendas vindas da China podem espalhar o coronavírus

Pesquisas anteriores sobre o tempo de vida do coronavírus fora do corpo, incluindo os tipos responsáveis pelas síndromes SARS e MERS, apontam que o patógeno não sobrevive em cartas ou embalagens por um período prolongado, segundo o Medical News Today.

O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos esclarece: “Devido à baixa capacidade de sobrevivência dos coronavírus nas superfícies, é provável que haja um risco muito baixo de propagação por meio de produtos ou encomendas que ficaram dias ou semanas expostos à temperatura ambiente”.

Remédios caseiros podem curar e proteger contra a Covid-19

O portal especializado em notícias médicas lembra que nenhum remédio caseiro pode proteger contra a Covid-19, incluindo suplementos de vitamina C, óleos essenciais, prata coloidal (bactericida), óleo de gergelim, alho, limpador de aquário e consumo de água a cada 15 minutos.

A melhor forma de prevenção é lavar as mãos regularmente e evitar locais onde possa haver pessoas doentes.

Urina e fezes podem transmitir o novo coronavírus

É improvável que o SARS-CoV-2 seja transmitido pela urina e pelas fezes.

“Não é um pensamento muito agradável, mas toda vez que você engole, engole muco do trato respiratório superior. De fato, este é um importante mecanismo defensivo. Isso varre vírus e bactérias, que são desnaturados nas condições ácidas de nossos estômagos. Geralmente, os vírus que podemos detectar no intestino já foram destruídos”, explica o médico John Edmunds, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, citado pelo portal britânico.

No entanto, uma pesquisa publicada no dia 11 de março no periódico científico JAMA mostra que o vírus SARS-CoV-foi detectado nas fezes de pacientes chineses com Covid-19. Ainda assim, não há evidência de transmissão, segundo os autores do artigo.

O vírus desaparece com as temperaturas elevadas da Primavera

Alguns vírus, como o resfriado e a gripe, se espalham mais facilmente nos meses mais frios, mas isso não significa que eles sumam quando as condições se tornam mais amenas, alerta o Medical News Today.

Atualmente, os cientistas não sabem como as mudanças de temperatura no hemisfério norte (começou a Primavera) influenciarão o comportamento do SARS-CoV-2.

O SARS-CoV-2 é o vírus mais mortal já conhecido

Embora o novo coronavírus pareça ser mais grave que a gripe, não é o vírus mais mortal que se conhgece.

Outros, como o Ebola (causa febre hemorrágica), que afeta alguns países na África, têm taxas de mortalidade muito superior.

Vacinas contra gripe e pneumonia protegem da Covid-19

O portal britânico lembra que o SARS-CoV-2 é diferente de outros vírus e nenhuma vacina existente protege contra sua infecção.

O novo coronavírus foi criado em laboratório na China

Apesar dos rumores na internet, não há evidências de que esse seja o caso. De fato, um estudo recente mostra que o vírus é um produto natural da evolução.

Alguns pesquisadores acreditam que o SARS-CoV-2 pode ter saltado de pangolins para humanos. Outros acreditam que poderia ter passado para nós a partir de morcegos, como foi o caso da SARS.

O surto começou quando alguém ingeriu sopa de morcego

Embora os cientistas estejam confiantes de que o novo coronavírus tenha infectado primeiro os animais, não há evidências de que o contágio em humanos se deu por meio da alimentação, esclarece o Medical News Today.

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