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Política

Que a doença esteja com eles, em nome das armas

Se o inimigo é frágil, cedam as armas a quem quer se defender

Não é uma praga, não é um desejo maldoso. É uma realidade, uma reação. Se eles não querem a proteção, que sejam submetidos às consequências, então. Se defendem o fim do isolamento e questionam a veracidade do problema, quando e se ficarem acometidos por ele, que cedam suas vagas aos que só queriam o silêncio da precaução. Chamaria a prática de justiça, como eles sempre pregam. Creme da democracia.

Se alegam haver um assalto ao direito de ir e vir, façamos a correção com o direito de ir, vir e não ir à UTI, ora pois. O inimigo que não existe não há de atacar essa boa gente que tão fervorosamente foi às ruas, deram-se as mãos, trocaram abraços e fluídos corporais. Calor humano, não é? Coisa bonita, demonstração de amor.

Senhor Secretário de Saúde da Bahia, o meu abraço fraterno. ‘Termo de renúncia’ para quem defende o fim da quarentena. Brilhante ideia que os príncipes do AI-5 aceitariam com tranquilidade, há que se crer. Qual motivo plausível os faria renegar? Os asnos, digo, azes, do Brasil progressistas querem o bem do país e de seus moradores e não há pacto mais benevolente que esse.

Defender a miséria não é uma opção, nunca foi. Defender a ignorância, tampouco. O país reflete, então, a imbecilidade de seu désposta (não) esclarecido. Falso progressista, falso moralista, falso filantropo e falso presidente. O verdadeiro genocida, como você leu por aqui em outro carnaval, (https://ultrapop.com.br/politica/ou-e-o-fim-de-bolsonaro-ou-e-o-nosso-fim/) rege um comboio de idiotas em suas práticas doentias e finge ter um propósito. Não é pela economia, não é pela vida, é pelo poder.

Do lado de cá, as notas de repúdio se acumulam. Nota pelo isolamento, nota pelo fim das aglomerações, nota pela nota pela nota. A nota pela vida tem que ser na marra, de uma vez. Tem que ser na ação, na reação. O berrante soa, o gado segue e as ovelhas correm. Até quando? Que doença esteja com eles, claro. Que a UTI esteja ao nosso lado caso precisemos e que as reações passem dos papéis.

E como eles insistem em pedir a militarização do país, o jornalismo de mãos dadas com a música é o rifle empunhado pela esperança que venceremos.

‘If I was young, I’d flee this town
I’d bury my dreams underground
As did I, we drink to die
We drink tonight

Let the seasons begin
It rolls right on
Let the seasons begin
Take the big king down’

Beirute – Elephante Gun

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