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Política

PT defende novas eleições e impeachment de Bolsonaro

Partido apresentará pedido de afastamento do presidente junto ao PSOL e entidades da sociedade civil

Haddad e Boulos, ex-candidatos do PT e PSOL a presidente (Foto: Divulgação)

A Executiva Nacional do PT decidiu, nessa sexta-feira (15), apresentar um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O pedido será apresentado em conjunto com o PSOL e entidades da sociedade civil. Uma ala do PSOL, ligada à tendência Movimento Esquerda Socialista (MES), já havia apresentado uma proposta de impeachment, expondo as divergências no partido.

Outros partidos de oposição, como PDT e Rede, já haviam apresentado o pedido de impeachment. Por isso, o PT, partido com maior bancada na Câmara, vinha sendo cobrado há algum tempo para que se posicionasse a favor do afastamento. Há um consenso em diferenças forças de que o presidente cometeu uma série de crimes de responsabilidade.

Alguns elementos, entretanto, entravam na conta do partido. Primeiro deles: não haver maioria no Congresso pela aprovação. Uma eventual derrota de um pedido de afastamento pode fortalecer Bolsonaro. O presidente deve aproveitar o processo para investir no engajamento de seu eleitorado mais fiel, em um momento de baixa em sua popularidade. Vale lembrar ainda que Bolsonaro busca reorganizar sua base dando cargos a partidos do centrão fisiológico.

Outro fator que vinha sendo visto como um empecilho para o PT é a impossibilidade de fazer manifestações de rua nesse momento de pandemia, quando o isolamento social é uma necessidade sanitária. Com a proposta sendo apresentada também por entidades civis, PT e PSOL pretendem dar mais robustez ao gesto político de apresentar a proposta.

Novas Eleições

Além de propor o impeachment, a Executiva do PT definiu que defenderá a aprovação da PEC 37/2019 que prevê a realização de eleições presidenciais em caso de vacância do cargo até seis meses antes do fim do mandato, quaisquer que sejam os motivos.

Ao defender essa PEC, o PT afasta um terceiro problema em relação ao afastamento de Bolsonaro que é colocar o vice-presidente Hamilton Mourão no poder. Em artigo recente ao Estado de S. Paulo, Mourão expôs seguir o lunatismo que atravessa toda as diferentes forças que compõem o Governo Bolsonaro.

“Essa posição consolida a posição das esquerdas e dos democratas brasileiros. Não dá mais para Bolsonaro continuar a conduzir os destinos do país”, afirmou o líder da Minoria no Congresso, deputado José Guimarães (PT-CE).

“Bolsonaro é incapaz de dar resposta à crise que estamos vivendo e não tem condições, nem capacidade administrativa e humana de conduzir o país. Briga com todo o mundo, e não protege o povo brasileiro”, argumentou a presidenta nacional do PT Gleisi Hoffmann. Ela lembrou que o partido possui quatro ações na Justiça Eleitoral pedindo a cassação de chapa Bolsonaro-Mourão.

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