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Política

Mesmo após agressões e ameaças a jornalistas, Estadão insiste em normalizar Bolsonaro

Enquanto Paulo Guedes levar adiante a agenda ultraliberal, o pano da família Mesquita seguirá sendo passado para Jair Bolsonaro. Às favas com o verniz democrático!

(Brasília - DF, 20/05/2020) O presidente Jair Bolsonaro ( Sem Mascara) presidentes da Camara e do Senado durante Videoconferência com Governadores dos Estados. Foto: Marcos Corrêa/PR

O jornal O Estado de S. Paulo publicou, nesta terça-feira (26), o editorial “Nascidos um para o outro” onde compara Jair Bolsonaro e Lula como faces da mesma moeda. Isso acontece um dia depois de vários veículos de comunicação cancelarem a sua presença na saída do Palácio da Alvorada por falta de segurança aos seus profissionais.

O próprio Estadão, no último dia 3, teve jornalistas agredidos em uma manifestação a favor do presidente. Mesmo assim, a publicação dos quatrocentões paulistanos insiste na falsa equivalência.

O artigo é como uma espécie de parte 2 de “Uma escolha muito difícil”, que estampou a mesma página da publicação no dia 8 de outubro, após o candidato do PT, Fernando Haddad, ir ao segundo turno presidencial com Bolsonaro. O jornal, ao que parece, mesmo depois de mais de um ano de um governo fascista, insiste na normalização de suas agressões.

Muitos vão defender a publicação dizendo que o espaço do editorial é mesmo o lugar das opiniões. Entretanto, é veiculado ali uma opinião que não pode ser desprezada. É a voz do patrão que ecoa naquele espaço. O local onde se pode ver qual a posição daquele determinado veículo sobre assuntos de interesse nacional.

Essa posição sobre editoriais não altera em nada as responsabilidades de um veículo de comunicação, tornadas ainda mais fundamentais em um momento de avanço do fascismo, com operações policiais contra opositores e ameaças vindas do presidente de armar a população em milícias contra autoridades eleitas.

Logo foi lembrado que, no passado, o jornal vendeu suas páginas para a venda de escravos e foi um ator importante para o Golpe de 1964. Parece que nem a experiência de se ver publicando receitas de bolo em suas páginas fez os proprietários do Estado de S. Paulo compreenderem a importância de se posicionar de forma veemente contra regimes autoritários.

É fácil distinguir o que hoje ocupa o Planalto com governos anteriores. Procurem uma série de declarações de Lula, quando era presidente, fazendo ataques regulares a imprensa. Não acharão. Procurem por jornalistas agredidos enquanto faziam coberturas nos governos Lula e Dilma. Não acharão. 

O Estadão precisa mesmo é se encarar diante do espelho e admitir que cravou 17 nas urnas e que enquanto Paulo Guedes levar adiante a agenda ultraliberal que o jornal apoia, o pano da família Mesquita seguirá sendo passado para todas as barbaridades ditas e feitas pelo presidente Jair Bolsonaro. Às favas com o verniz democrático!     

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