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Política

Caio Ribeiro, CEO do Partido Sapatenista do Brasil?

Caio Ribeiro votou em Amoêdo no primeiro turno e cravou o 17 no segundo ou foi com Bolsonaro o tempo todo pra “derrotar o PT”?

Caio Ribeiro criticou Raí por ter pedido a renúncia de Bolsonaro (Foto: Divulgação/Globo)

Classe média, branco, com uma família de comercial de margarina e um apartamento com varanda gourmet. Ele diz ser liberal e acha que paga muito imposto e que o Estado só atrapalha, se metendo demais na vida das pessoas. E que melhor seria se o mérito de cada um fosse reconhecido.

Você provavelmente conhece alguém que se encaixa nesse perfil. Ele não é o seu tio autoritário que odeia gays e acha que feminismo é sair com os peitos pra fora e vê vitimismo quando um negro fala sobre o racismo que marca nosso país.

Mas debaixo do cashmere, da camisa polo e do gel no cabelo, há um autoritário. Um bom exemplo desse perfil de cidadão é o ex-jogador e comentarista Caio Ribeiro. Na última quinta-feira (30), ele respondeu ao diretor-executivo de futebol do São Paulo Raí.

Raí havia criticado Jair Bolsonaro, chegando a pedir a renúncia do presidente, após a sugestão do Planalto para retomada do futebol em meio à pandemia. O ex-jogador é irmão de Sócrates, ídolo do Corinthians, e que sempre foi marcado pelos seus posicionamentos políticos. Junto com Casagrande, Wladimir e outros, Sócrates participou da famosa Democracia Corinthiana.

Amoêdo, Alckmin ou Bolsonaro?

Uma brincadeira que ficou bastante comum ultimamente foi tentar imaginar em quem determinada figura votou nas eleições de 2018. E um personagem muito comum é o “votei no Amoêdo no primeiro turno e contra o PT no segundo”. Argumento muito questionável pois, se todos os que falam hoje que votaram no candidato do Novo no primeiro turno, ele com certeza teria mais do que o 2.5% que teve.

Os dois autores desse texto divergem sobre em quem Caio Ribeiro teria votado em 2018. Thiago Ferreira acha que ele se adequa a esse perfil citado no parágrafo anterior. Votou em Amoêdo porque não quer o Estado “se metendo em sua vida” e cravou o 17 no segundo turno “por causa do Paulo Guedes”, mas não admite com facilidade, dizendo que não tinha opção.

Já Bruno Pavan acredita que Caio ou votou 45 – viúva do PSDB que viu resignado o ‘picolé de chuchu’ Geraldo Alckmin derreter – ou foi com Bolsonaro desde o primeiro turno, porque valia tudo para “derrotar o PT” e o ex-capitão amante da ditadura seria a melhor opção.

Os dois concordam que Caio Ribeiro é um tipo de figura que não abre mão de seus privilégios. Aquele que, como o seu parça “Tiagão” Leifert, não quer que o seu entretenimento seja afetado por questões políticas. Futebol e política misturados, de jeito nenhum, gritam.

Como se jogadores de futebol não fossem trabalhadores cuja saúde está exposta às decisões temerárias de um governo irresponsável. Agem do alto de seu status, não partilhado pela esmagadora maioria da população. Não enxergam, por exemplo, que quem precisa atravessar a cidade pra ver um jogo no Morumbi e chega em casa duas horas da manhã, já teve o seu entretenimento afetado pela política.

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