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Lives de músicos batem recordes e fazem sucesso à brasileira: sem obedecer isolamento

Publicidade, marcas e muito dinheiro. As superproduções que são um verdeiro dilema pra cena musical

Ninguém pode fazer show. Não há permissão para isso. E como sobrevivem os artistas para manterem a atenção de seus colegiados? Fazem ‘lives’.

De início, a ideia era gravar em vídeos curtos e disponibiliza-los no ‘Instagram’ ou no ‘YouTube’, mas a imensa repercussão causou nos artistas a sensação de que era possível ir além e foi assim que surgiram as superproduções para um show caseiro. Ou quase isso.

Em um primeiro momento, alguns DJs começaram a aumentar o padrão dessas gravações ao fazerem apresentações com mais de uma câmera e ao vivo por mais de hora. O brasileiro Vintage Culture criou, inclusive, uma rotina de apresentações diárias em seus perfis no IG e no YT.

A grande mudança de patamar, no entanto, ocorreu com Gustavo Lima, o ‘embaixador’ do sertanejo, que levou aos fãs um show com mais de 4 horas e imagens até de drone. Uma megaestrutura assistida por mais quase 1 milhão de pessoas. Foi o start de uma imensidão de ‘lives’ poderosas que surgiriam no mundo sertanejo.

Jorge e Matheus, com cenário, banda, garçom e produtores, elevaram ainda mais o patamar. Para mais de 3 milhões de pessoas simultaneamente, a dupla desfilou sucessos e trouxe uma ação para arrecadar fundos. Sucesso de conteúdo, repercussão e engajamento.

Marília Mendonça seguiu a trama e também cantou para 3 milhões, mas com alguns cuidados a mais, menor contingente de equipe e consequente risco de contaminação. Foi uma reação às críticas que Jorge e Mateus receberam por algumas imagens que mostraram uma possível aglomeração.

A lista de artistas é imensa, mas cabe o olhar para o comércio envolvido. Talvez o fator preponderante nessa caminhada de eventos ‘grátis’ que temos visto.

O resumo financeiro das apresentações feitas até o momento dessa reportagem somam a quantia de 960 mil reais, sendo meio milhão da ‘Só Track Doa’, do DJ Vintage Culture, e 14 mil toneladas de alimentos. Além de utensílios médicos e de assistência. É um sucesso absoluto de arrecadação, mas de publicidade também.

A Ambev levou a marca de cervejas ‘Brahma’ para a mesa de Jorge e Mateus, na ação de seu novo sabor, a ‘Puro Malte’. Pra Gustavo Lima, foi a cerveja ‘Bohemia’ que teve sua marca exibida. Com Marília Mendonça, a maquina de cartões de crédito, Stone, foi super divulgada. As marcas se apropriaram do momento e monetizaram o que era uma ação espontânea, de início.

Não como saber onde essa megalomania das ‘lives’ vai parar. Hoje, há incontáveis delas acontecendo e entre tantas, algumas que deixaram o ar caseiro de lado. Vale a pena? É a opção segura ou excesso de vaidade? Prezar pela qualidade ou pelo lucro?

Há um dilema para eles resolverem.

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