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Música

Depois de 50 anos, o Roupa Nova perde seu mais bonito tom

Vocalista da banda ainda antes da formação que a consagrou, Paulinho faleceu em decorrência da Covid-19

Nesse momento, Paulinho já fala com Deus e deve cantarolar algum trecho de seus incontáveis hits. Seria injusto apontar qual deles ele escolheria para dar certa pompa no encontro com os do ladelá.

Pra quem fica, me soa fundamental contar quem foi esse sujeito e como a banda que se confunde com o homem escreveu essas linhas.

O Roupa surgiu em 1970, mas com outro nome. Eram ‘Os Famks’ e a composição tinha Cleberson, Nando, Kiko e o Paulinho. Eles lançaram um single de sucesso, o ‘Hoje ainda é dia de Rock’. Em 75, mudaram de nome – para ‘Os Motokas’, e incluíram Serginho e Feghali no time.

Sob a mentoria de Milton Nascimento, firmaram acordo com a Polygram, um dos maiores selos fonográficos do planeta e foram rebatizados como Roupa Nova, o nosso querido Roupa Nova, nome que Mariozinho Rocha sugeriu por ser ‘popular’. E ele acertou muito nessa.

De nome novo, o sexteto escreveu, gravou e propagou uma lista memorável de clássicos. Como escrevo essa homenagem, coloco abaixo as que mais amei ao longo do caminho.

Sapato Velho, Bem Simples, Chuva de Prata, Linda Demais, Dona, Volta pra Mim, A Força do Amor, Meu Universo é Você, Seguindo No Trem Azul, Coração Pirata e Whisky-a-Go-Go, como não poderia deixar de ser. Os acordes que mitificaram Paulinho e seu drive.

Voz essa que deu vida a um sucesso absoluto composto por Sullivan e Massadas, mas eternizada não voz de Paulinho. Desde 1984, o hit mais reproduzido da banda. E de grande parte de nós e de nossa geração – pais, filhos e avós.

O Roupa vendeu mais de 20 milhões de Discos e, nos últimos cinco anos, lançou álbuns, colaborações internacionais, inaugurou projetos inéditos, lançou com parcerias improváveis e seguiu muito além de seu tempo. Inovou do dia de surgimento até a presente data. Mesmo com 50 anos na lida.

Em 14/12, perde sua principal voz. O líder de palco. A mais forte, o mais cheio de drive e de timbre mais único. Certamente o acapela nunca será o mesmo. E que sorte ter visto, ouvido e aplaudido tamanho brilho. Que história linda. Que legado.

Vá com Deus, Paulinho. A gente faz a sexta voz por você.

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