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Música

Cidadã da diversidade, Leci Brandão desabafa: “O Brasil é o campeão mundial do preconceito”

A autora de ‘Zé do Caroço’ e outros tantos sucessos fala com tristeza sobre a ausência de poesia e crítica social na música de hoje e os dias obscuros na era Bolsonaro: “Nosso Brasil não merecia isso”

Descrever Leci Brandão somente como uma das maiores cantoras e compositoras da música popular brasileira e ícone do samba parece pouco por tudo o que essa carioca representa e pelo que significa sua trajetória artística e de vida. Muito além do brilho nos palcos, do sucesso nos festivais, dos 25 álbuns, dos múltiplos prêmios e das inúmeras viagens ao exterior para cantar — do Japão à Dinamarca, de Angola aos Estados Unidos, por exemplo —, essa mulher de fibra e de 75 anos se destaca pelo papel que exerce na sociedade como defensora dos direitos humanos, das minorias, da luta pelo feminismo, da população LGBT, das religiões de matriz africana e, principalmente, do movimento negro.

A filha da Dona Lecy, de quem sempre fala com muito orgulho e saudade, converteu a sua discografia, marcada por canções de amor, mas também por músicas de protesto e de reflexões sobre a vida cotidiana e as mazelas sofridas pelo povo preto e pobre, em luta como deputada estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em toda a história do parlamento paulista, Leci foi somente a segunda mulher negra a ser eleita na história para o cargo.

Em seu terceiro mandato, sempre pelo PCdoB (Partido Comunista do Brasil), Leci quebrou mais um paradigma dentre tantos já rompidos ao longo da sua existência: a servente de escola pública e telefonista da antiga Companhia Telefônica Brasileira na época em que morava em Senador Cabará, no subúrbio do Rio, começou a compor aos 19 anos e, em 1968, ficou em primeiro lugar no concorrido programa ‘A Grande Chance’, de Flávio Cavalcanti, ao apresentar as canções ‘Minha Mensagem’, ‘Fim de Carnaval’ e ‘Favela em Três Tempos’.

Fez história ao ser a primeira mulher a entrar para a ala dos compositores da Estação Primeira de Mangueira, em 1972. Teve a chance de cantar ao lado de lendas da música como Cartola, Chico Buarque, Jair Rodrigues, Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho e Reinaldo. Em 1981, rompeu com uma gravadora (a Polydor) que não aceitava suas canções marcadas por reflexões sociais, como ‘Zé do Caroço’. Seguiu sua trajetória de apresentações, mas só voltou a gravar em 1985, pela Copacabana.

Leci Brandão em sessão na Frente Parlamentar (Foto: Leci Brandão/Twitter)

Eternizou sucessos sambas românticos como ‘Eu Só Quero Te Namorar’, ‘As Coisas que Mamãe Me Ensinou’, ‘Canta, Canta, Minha Gente’, ‘Perdoa’, ‘Isso é Fundo de Quintal’ e ‘Café com Pão’. Mas jamais deixou de lado a crítica social em canções como ‘Menor Abandonado’, ‘Deixa Deixa’, ‘Negro Zumbi’, ‘Anjos da Guarda’ — música em homenagem aos professores —, ‘Cidadã Brasileira’, ‘Mulher de Fibra’, ‘O Bagulho do Amante’ e, claro, ‘Zé do Caroço’.

Em entrevista exclusiva ao Ultra POP, Leci Brandão falou um pouco sobre tudo: da vida durante a quarentena, seu maior sucesso na carreira e a falta de crítica social na música de hoje; da atuação na Assembleia Legislativa ao significado da vitória de Thelma Assis no BBB 20; da atuação como deputada estadual, do nojo que sente do atual presidente — de quem a cantora não consegue nem mencionar o nome — ao amor e a saudade que sente da mãe.

E lembra que, em dias de racismo explícito refletido pela elite social brasileira, não há nada para comemorar neste 13 de maio que marca o aniversário de 132 anos da abolição da escravatura.

BBB e Alesp online: a vida na quarentena

Leci Brandão falou ao Ultra POP no feriado de 1º de maio, Dia do Trabalhador. À época, a cantora já tinha sido obrigada a cancelar ou postergar shows que estavam marcados para as últimas semanas em razão da pandemia do novo coronavírus. O trabalho artístico teve de ser pausado, algo que a carioca sente muita falta. Por outro lado, sua atuação na Assembleia Legislativa segue ativa com as sessões online, que a deputada participa do seu apartamento na capital paulista.

“Como a gente é grupo de risco, tenho de ficar obrigatoriamente nesta quarentena. Estou me virando numa boa. Como sempre tive uma vida muito simples — tem uma pessoa que me ajuda a cuidar aqui da casa, mas ela também é do grupo de risco —, então tenho de me virar sozinha. Faço um pouco de tudo. Só que o pessoal do gabinete resolveu, cada um em um dia, mandar alguma coisa para mim, alguma coisa gostosa. E vou te falar, só comida boa… e já engordei [risos]”, conta.

“As sessões da Assembleia são todas online, então trabalhamos muito em casa. A última sessão extraordinária terminou às 23h! Tá dando para levar. Claro, como sou uma pessoa muito hiperativa, sempre acordei cedo, é complicado ficar em casa. Tem hora que dá um tilt na cabeça. Mas como rezo, tenho muita fé, isso tem ajudado bastante a suportar tudo isso aí”.

Leci Brandão exaltou a campeã do BBB20, Thelma Assis (Foto: Reprodução/Globo)

Neste período de quarentena, Leci viveu uma experiência única e se viu como espectadora do Big Brother Brasil, programa que encerrou sua histórica 20ª edição dias antes da entrevista e que coroou Thelma Assis como campeã. A cantora enxerga um enorme simbolismo no triunfo da anestesiologista.

“Eu não sou muito telespectadora de Big Brother, não. Mas essa turma de agora, de uns tempos para cá… Um amigo meu falou: ‘Leci, tem dois negros; tem uma negra, médica…’. E resolvi parar para assistir. Foi justamente na época em que o Babu [Santana] foi para o paredão e saiu. E fiquei torcendo pela Thelma. A minha admiração por ela disparou em poucos dias. Fiquei apaixonada pela história dela. Me vi torcendo por alguém [no BBB], isso nunca havia acontecido comigo”, recorda.

“Quando ela ganhou, dei um grito aqui! Fez bem para a minha cabeça. Ver uma mulher negra, saber de onde ela veio, onde ela chegou, ganhar o prêmio. Gostei dela, uma pessoa centrada, uma mulher de atitude. E gosto muito de mulher de atitude”, destaca a artista.

A opressão por trás do maior sucesso

‘Zé do Caroço’ foi composta por Leci em 1978 e conta a história de José Mendes da Silva, policial aposentado que se tornou uma das lideranças da favela Morro do Pau da Bandeira, que fica ao lado do bairro de Vila Isabel, onde a cantora e compositora foi criada. José Mendes usava um alto-falante posicionado em cima da sua casa para ler notícias, falar sobre campanhas educativas e de vacinação e alertava o povo da comunidade sobre alertas, como risco de enchentes.

Só que uma dona de casa, casada com um militar, era crítica ao trabalho de José Mendes. Moradora das cercanias da favela, a senhora chamou a polícia para reclamar do volume do alto-falante, que a incomodava sobretudo no horário das novelas.

Coincidência ou não, ‘Zé do Caroço’ foi vetada pela Polydor e contribuiu para que Leci rompesse com a gravadora em 1981. A sambista só gravou a música em 1985. A canção ganhou o Brasil e foi regravada por vários artistas, como Anitta e Seu Jorge, e em vários ritmos, da música eletrônica ao rock.

“Indiscutivelmente, foi meu maior sucesso”, descreve a sambista. “A antiga gravadora não gostou do meu repertório. Achou pesado. Era uma forma de protesto. E era verdade, né?”, lembra a cantora, ao mencionar a época em que o Brasil ainda vivia os últimos resquícios da infame ditadura militar.

A mesma luta, nos palcos e no plenário

A trajetória de Leci Brandão teve um divisor de águas a partir da gravação de ‘Zé do Caroço’. Depois de cinco anos sem entrar nos estúdios, a cantora assinou com a Copacabana e colocou nos LPs alguns dos maiores sucessos da carreira. E essa história tem muito a ver com a capital paulista, onde vive hoje.

“Não sou paulistana, mas esse estado me adotou em 1985, que é quando retomo minha carreira. Conseguimos até receber Disco de Ouro… e São Paulo foi realmente meu porto seguro. O povo entendeu nosso trabalho, entendeu nosso recado, nossa postura”, conta.

Mesmo totalmente identificada com o Rio de Janeiro, o carnaval carioca e a Mangueira, Leci Brandão virou um símbolo também do carnaval paulistano. Entre 2002 e 2010, foi comentarista dos desfiles das escolas de samba de São Paulo pela Rede Globo — antes, entre 1986 e 1994, exerceu a mesma função no carnaval carioca pela emissora —, e aproveitava a oportunidade para ressaltar a importância das comunidades. Não à toa, a cantora ficou conhecida como “Leci da Comunidade”, algo que a orgulha muito.

Leci Brandão é conhecida por sempre destacar as comunidades (Foto: Twitter/Leci Brandão)

Neste mesmo período, integrou o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Social e também o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi quando recebeu convite do PCdoB para ser candidata a uma cadeira na Alesp. Mas Leci lembra que relutou em aceitar a proposta.

“Quando houve o convite, fui fazer uma consulta espiritual para saber o que era isso. E a resposta, do meu orixá — eu sou uma mulher de Ogum —, foi a seguinte: que eu aceitasse o desafio, que ia dar tudo certo porque tinha mais uma missão a cumprir aqui na Terra. Além da questão artística, tinha mais uma coisa para fazer, em um lugar de uma fala diferente”, afirma.

Leci Brandão foi eleita em 2010 para seu primeiro mandato como deputada estadual com 85 mil votos. Depois de Theodosina Rosário Ribeiro, a primeira negra a ser vereadora em São Paulo e primeira deputada no estado — que morreu no último 22 de abril —, a artista foi apenas a segunda negra a ocupar uma cadeira na Assembleia.

A parlamentar foi reeleita quatro anos depois graças a 71 mil eleitores e partiu para seu terceiro mandato após receber cerca de 64 mil votos. Ao todo, a deputada já apresentou mais de 100 projetos, tendo mais de 40 leis aprovadas.

Quando recebeu a chance de trabalhar em prol do povo, Leci prometeu colocar em prática as bandeiras que sempre defendeu. “Peguei todos os meus CDs, LPs, tudo o que compus, o que cantei, e falei: ‘Vou levar para a Assembleia Legislativa toda essa minha vida de arte. Porque a arte sempre foi em prol dos menos favorecidos, sempre defendi os direitos, liberdade, sempre enfrentei as pessoas preconceituosas”.

“Você sabe: o Brasil tem preconceito de toda ordem, é o campeão mundial do preconceito. Embora seja um país miscigenado e seja o maior país da América do Sul, o que tem preconceito aqui não é brincadeira”, desabafa. “Então, vim para cá com essa proposta, na minha cabeça e no meu coração. Nos meus mandatos, as pautas sempre foram essas. Tudo o que briguei, o que defendi, foi o que levei para a Assembleia. Acho que é por isso que estou no meu terceiro mandato”.

“Sempre, todos os dias, agradeço a Deus pela história de vida que eu tenho e por estar hoje como parlamentar do estado de São Paulo”, complementa Leci.

Racismo velado e a luta sem fim

A atual legislatura no parlamento paulista é um reflexo do que acontece no Congresso Nacional em maior escala e representa um Brasil marcado pela radicalização imposta pela extrema-direita. Defender pautas em prol do movimento negro, combater a discriminação das religiões de matriz africana ou mesmo espectros marginalizados da cultura, como o funk e o próprio samba, são um ato político por si só. Mas, na atual conjuntura, é um gesto digno de heroísmo.

“É uma luta. Você mata um leão por dia. Porque quem tem, dentro do mandato, as pautas que eu tenho… São pautas difíceis, são pautas delicadas. E no meio de todo esse universo, que até então era totalmente desconhecido, convivo com pessoas de famílias tradicionais, empresários, donos do poder financeiro, gente que tem sobrenome, e a minha história é diferente das pessoas que estão lá”, conta.

Theodosina Rosário Ribeiro e Leci Brandão: mulheres negras a serviço do povo (Foto: Twitter/Leci Brandão)

“Mas eu me impus mostrando a minha verdade e respeitando todas as pessoas. Respeito todos eles para ser respeitada. Procuro não entrar nessa coisa de discutir com ofensas, de ficar com coisa rasteira… A legislatura atual está bem ruim, e tem um povo lá que acha que o pessoal de esquerda não vale nada, que a gente não presta… “, explica Leci, que garante: jamais vai deixar de lado as suas bandeiras.

“Sempre defendi o socialismo, o trabalhador, o povo LGBT, as mulheres… Sempre defendi meu modo de pensar de maneira coerente. Penso da mesma forma como artista. Mas com educação, com altivez, porque a gente tem de ser assim, e consegui, graças a Deus, impor a minha condição na Assembleia. Todo mundo me respeita lá”, afirma.

Mas a deputada conta que foi vista com desconfiança tão logo assumiu uma cadeira na Alesp. Sem citar nomes, Leci Brandão revela ter sido vítima de racismo.

“Quando a gente chegou lá [pausa]… A gente percebeu isso de forma muito sutil. ‘Ah, você vai fazer um sambinha no gabinete’, sabe? Lembro que, no primeiro trabalho que fiz como parlamentar, perguntaram para mim como era o samba no gabinete, como eram as mulatas no gabinete, desse jeito…”, lembra.

Leci Brandão está no seu terceiro mandato como deputada estadual (Foto: Leci Brandão/Facebook)

“E as minhas respostas foram bem assustadoras para eles. Acharam que eu ia para lá para fazer pagode. Lá eu sou uma representante do povo, uma representante do povo negro, do povo pobre. Agora, fora dali, tenho de chegar maravilhosa e tocar meu pandeiro e meu tantã”, reforça a artista, que fala com orgulho dos seus últimos projetos.

“Tem tanta coisa… Tem projetos nossos em relação à nossa população, em relação a essa questão da pandemia, que, por exemplo: uma coisa que a gente procurou fazer rapidamente foi a criação de um auxílio emergencial para os trabalhadores da cultura (a PL 253/2020). Tem muita gente passando necessidade. E algo mais amplo, em que todos os cadastros de São Paulo precisam incluir a raça. A gente sabe o quanto o povo negro vem sofrendo com a pandemia”.

Jair Bolsonaro “é uma coisa doentia”

Leci Brandão sequer consegue mencionar o nome do presidente da República. “Me faz mal, sabe? É uma coisa doentia. O Brasil não merecia isso, não”, critica. A cantora entende que a “sociedade está anestesiada faz tempo” e lamenta pela falta de consciência política e pelo conformismo de parte da população em relação à marcha contra a democracia e os direitos mais básicos do cidadão, o levante fascista empreendido pelo defensor da tortura, do genocídio e da postura negacionista frente à maior tragédia sanitária do país em mais de um século.

“Estou muito desencantada com a nação brasileira. Cada dia que passa, cada surpresa ruim que me deparo, fico atônita. Mas, como sou uma pessoa de otimismo e entendo de luta democrática, de lutar pelas pessoas — porque essa é a minha missão —, espero que chegue o dia em que isso vai mudar. Assim como essa pandemia vai passar, isso tudo vai mudar também”, diz.

“O que mais me entristece é que grande parte do povo brasileiro ainda não se tocou, a ficha ainda não caiu, de que esse cara não quer o nosso bem”, dispara.

Questionada se falta um ‘Zé do Caroço’, ou seja, um novo líder para o Brasil, Leci vai além. “O que falta, hoje, é formação política. Você pode ver no parlamento, os discursos são horrorosos. Os caras falam errado, não sabem concordância… O Lula, com toda a limitação dele, tinha sabedoria, tinha história de quem lutou, de quem veio da pobreza, de quem veio de Pernambuco para São Paulo trabalhar. Falta alguém como ele hoje”.

Uma história de resistência

Se a sociedade brasileira é machista e bastante opressora nos dias de hoje, imagine como era nos anos 1970. Mesmo o meio do samba era (e talvez ainda seja) bastante conservador, de modo que a presença de uma mulher na prestigiada e concorrida ala dos compositores da mais tradicional escola de samba do Brasil, a Mangueira, era um enorme tabu. Tabu este que Leci Brandão tratou de quebrar em 1972.

“Naquela época, tudo ainda era novidade. Na Mangueira, fui muito ousada em uma série de coisas. Fui ser compositora numa escola muito tradicional, com muitos homens naquela ala, e coloquei temas que até então eram absolutamente proibidos naquela época”, relembra.

“Por isso que muita gente, que conhece nossa história enquanto artista, diz que tive a coragem de colocar na mesa vários assuntos que ninguém antes queria colocar”, diz Leci.

A cantora só lamenta que, diferente do perfil que marcou sua obra, a consciência política na música de hoje seja quase inexistente. Justamente numa época em que “sentimos o hálito putrefato de 64”, como disse Lima Duarte em emocionante vídeo em homenagem a Flávio Migliaccio, morto na semana passada.

“Acho que falta, sim. O que está estourando hoje é o sertanejo. Mas acho que, para eles, é difícil falar sobre questões políticas, questões sociais. Veja, o que eu observava, o que eu vivia, escrevia em versos, tudo é vivência. Eu era uma observadora da vida. E tudo isso me fez compor. E hoje, [o que vejo] é um povo que tem essa linha musical, essa rima de verbo, mas ninguém escreve mais nada, entendeu? Vou te dar um exemplo: esses dias, cantei na Mangueira com Chico Buarque. E o que existe é um abismo! Não dá para comparar a década de 1970, 1980 com hoje, não tem condição… Até porque hoje as pessoas fazem música com ahan. Aí não dá, né? O que é ahan? Não sei!”, critica.

Leci Brandão lamenta pela falta de poesia e posicionamento político nas músicas de hoje (Foto: Leci Brandão/Twitter)

“Hoje é tudo sob encomenda. A receita de hoje é essa: verbo com verbo, cama. Você pode falar de cama de uma forma poética, mas hoje é só baixaria. E aí não dá. Por isso que gosto dos meninos do hip hop, gosto dos rappers, porque pelo menos eles fazem letras da comunidade, da realidade deles. Por isso eu respeito a rapaziada”, ressalta a sambista.

A filha da Dona Lecy

Telefonista, formada em direito, servente de escola, compositora, cantora, percussionista, atriz, comentarista de carnaval, deputada estadual. Leci Brandão chegou longe, viajou o mundo transmitindo a mensagem do samba e levando a vida da periferia, esteve nos grandes palcos da música brasileira, vendeu milhões de discos e está na galeria das maiores cantoras e intérpretes da nossa história.

Sendo assim, falta algo para que a artista e parlamentar sinta-se realizada? Leci responde com franqueza e singeleza ímpares.

“Veja bem, meu filho. O que mais amei na minha vida foi minha mãe. Vai fazer um ano que ela faleceu, em 26 de julho. Tudo o que fiz enquanto ela estava viva já valeu, foi legal! Ser uma filha parlamentar, uma filha que ganhou emprego na música, uma filha que já cantou em vários países… O que quero agora é ter saúde”.

Dona Lecy é sempre lembrada por Leci Brandão (Foto: Twitter/Leci Brandão)
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