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Qual jornalismo a CNN quer fazer no Brasil?

Emissora vai apostar em um programa com Caio Copolla, notório bolsonarista

Por Bruno Pavan e João Gabriel Falcade

A maior das emissoras dedicada às notícias, a CNN está a poucos dias de iniciar efetivamente seu trabalho no Brasil e com a iminente estreia, cabe a questão: que tipo de jornalismo a emissora quer trazer pro Brasil? Algumas de suas contratações levantaram essa discussão.

No país em que as fake news se tornaram habitue público e até oficial, a chegada de um canal 100% dedicado ao noticiário tem a prerrogativa de ser uma fonte austera e equidistante dos fatos, mas como fica a linha editorial dessa produção ao ter em seu elenco notórias figuras que carregam no currículo posicionamentos extremos e a propagação de notícias falsas?

No último dia 4 de março o perfil de Allan dos Santos, do site bolsonarista Terça Livre, publicou que houve uma conversa entre ele e a CNN Brasil, mas que não foi pra frente. “O Terça Livre me dá uma independência que eu nunca terei em outro lugar”, disse.

Santos é conhecido nas redes por difundir notícias falsas. Uma das mais pitorescas é a de que a masturbação mata neurônios, fazendo uma comparação com o ato de fumar cigarros. “Eu fumando não mato neurônios, agora tocando punheta você se fode. Eu morro inteligente e você morre burro”, disse.

O Ultra POP buscou respostas junto à empresa sobre seus já novos funcionários e também sobre possíveis reforços que poderiam chegar, mas a emissora não quis detalhar a questão e respondeu da seguinte forma:  “A CNN não se manifesta com relação a quem não foi contratado. Desde o anúncio de chegada do canal ao Brasil, a manifestação da CNN Brasil sempre foi feita no momento da efetiva contratação do profissional e divulgada por meio de comunicados oficiais, via assessoria e redes sociais.”

Aposta na polêmica

Se Allan dos Santos não faz parte dos quadros da CNN Brasil, um nome estrelado do “jornalismo” alinhado com o presidente já confirmado é o de Caio de Arruda Miranda, que adotou o sobrenome Coppolla posteriormente.

O youtuber conservador vai dividir um programa com Gabriela Prioli, mestra em direito penal pela Faculdade do Largo São Francisco da USP e é professora convidada da pós-graduação em direito do Mackenzie. A ideia da emissora é “valorizar o debate político com visões divergentes, assim como é realizado nos Estados Unidos”, explicou o CEO do canal Douglas Tavolaro.   

Resta saber se o programa de debates terá debates qualificados ou não passará de uma cena de humor pastelão.

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