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A saída de Mauro Cezar Pereira da ESPN e o fim do jornalismo que conhecemos

Saída de jornalista marca o fim da “era Trajano”

Um dos casamentos mais icônicos do jornalismo esportivo teve fim no início de 2021. Após 16 anos, Mauro Cezar Pereira deixou a ESPN. A emissora passa por reestruturação onde se prepara para a fusão com a FOX Sports a partir de 2022, diversificando e determinando novas condutas internas sobre elaboração de conteúdo.

Inegavelmente, a saída de Mauro é um golpe na Disney. Afinal, não é absurdo falar que o jornalista e comentarista era a maior estrela do canal. O estilo crítico e controverso não só dividiu opiniões, mas chamou a atenção de todos ao redor. Independente do que aconteça, ele é o centro das atenções. Carrega uma legião de seguidores e uma penca gigante de pessoas que amam odiá-lo.

A saída de Mauro Cezar Pereira também é a pá de cal da Era Trajano na ESPN. Por mais que o ex-diretor e fundador estivesse fora da emissora desde 2016, pouco a pouco, as peças que marcaram sua trajetória foram desaparecendo gradualmente do ar. Foi o que aconteceu com João Carlos Albuquerque, Lúcio de Castro e outros. Nomes que marcaram época e vão ficar na memória dos fãs, porém, outros caminhos são tomados, e o elenco icônico fica apenas na nossa memória, ou em outras plataformas.

A cláusula de exclusividade

Quem cursou jornalismo se lembra bem das aulas de Teoria da Comunicação em que o professor dizia que todas as mídias seriam integradas no futuro. Pois é. O futuro chegou. 

Em seu post de despedida dos canais, Mauro apontou que um dos motivos para a sua saída foi uma obrigação de exclusividade com o grupo Disney. Nunca foi novidade um jornalista de TV também ter uma coluna num jornal e um espaço no rádio, por exemplo. Mas a internet colocou um elemento importante nesta conta. Ele também fez questão de citar a importância do clube de membros de seu canal no Youtube, pessoas que pagam por mês para fortalecer o seu trabalho e ter acesso a conteúdos exclusivos. Esse é um formato cada vez mais comum e os grandes grupos de mídia terão que lidar com isso.

O Grupo Disney preferiu encarar essa plataforma como inimiga ao permitir que um nome tão importante deixasse os seus canais. Vale observar como ela fará para manter outros talentos nessa disputa.  

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