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Só ESPN impediu postura ridícula do UFC com coronavírus

UFC queria seguir adiante mesmo durante pandemia do coronavírus. Sorte que a ESPN apareceu no meio para interromper um desastre

A pandemia do coronavírus afetou todas as atividades do mundo, inclusive o esporte. Absolutamente todas as ligas e organizações interromperam as atividades aguardando que a situação se acalme, mas uma tomou uma postura diferente. O UFC, maior organização de MMA do mundo, realmente tinha intenção de seguir em frente mesmo com a maior crise do século XXI.

Quando a situação começou a se agravar e forçou a suspensão de ligas como a NBA e a NHL, além da paralisação do futebol em quase todo o mundo, o UFC seguiu firme e manteve sua edição em Brasília, no dia 14 de março, com portões fechados. A organização até tentou transferir os eventos marcados para Londres, Columbus e Portland para Las Vegas, em seu centro de treinamento, mas não obteve sucesso, especialmente pelo crescimento dos casos de Covid-19 em Nevada e na Califórnia.

Tudo indicava que o evento seguiria outras ligas e também suspenderia as atividades, até que o absurdo veio. O UFC 249, marcado para acontecer no dia 18 de abril em Nova York, não foi cancelado de cara. Dana White, presidente da organização, queria manter o evento e transferir para outro local. Abu Dhabi, uma reserva indígena na Califórnia e até uma ilha isolada foram cogitadas como nova sede.

Para deixar a situação mais ridícula, o russo Khabib Nurmagomedov, campeão do peso leve e principal estrela da edição, não pode sair da Rússia por conta da suspensão de voos do país europeu aos Estados Unidos. A organização resolveu substituir Khabib por Justin Gaethje em uma luta contra Tony Ferguson, originalmente o desafiante do russo. O combate até poderia ser espetacular, mas as circunstâncias são lamentáveis.

A situação começou a complicar para o UFC nesta quinta-feira (9). Ex-campeã do peso palha, a americana Rose Namajunas anunciou que estava se retirando da revanche com a brasileira Jéssica Andrade após relatar a morte de dois familiares por conta do coronavírus. A pressão foi tanta que a ESPN, emissora que detém os direitos de transmissão e foi comprada recentemente pela Disney, interviu e forçou o cancelamento da edição.

Presidente do UFC, Dana White é um assíduo apoiador de Donald Trump e constantemente fez críticas ao coronavírus, também partindo na onda da “gripezinha” e culpando a mídia por um suposto exagero da situação que resultou em 450 mil casos e 16 mil mortes nos Estados Unidos.

“A mídia pode falar quanta merda quiser. Eles não alimentam famílias. Eles não cuidam de pessoas. Não têm pessoas que contam com eles. Não têm pessoas para apoiar. Estamos fazendo a coisa certa quanto a exames médicos e tudo isso. É o que sempre fazemos. Não é nada de novo. Estamos fazendo essa merda muito antes do coronavírus. Nós estamos cuidando das pessoas e garantindo que todos estejam saudáveis, e todo lutador que está comigo nesta estrada recebe atenção médica muito melhor do que quando estão em casa – quando estão comigo. Disse ao nosso elenco todo: se você e seus amados estiverem em qualquer situação ou algo errado, ligue para mim. Farei de tudo em meu poder para que cuidemos disso”, disse White recentemente ao site norte-americano MMA Junkie.

Se o MMA ainda sofre muito preconceito por parte do “cidadão comum”, Dana White não ajuda a mudar a imagem, especialmente por querer se aproveitar de um momento vazio em termos esportivos para ganhar audiência.

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