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CBF ganhará réplica da taça Jules Rimet roubada em 1983

Presente faz parte das celebrações dos 50 anos do tricampeonato de 1970

taça JUles Rimet de 1970 será reconstruída
Capitão da Seleção Brasileira de 1970, Carlos Alberto Torres ergue a taça Jules Rimet, que viria a ser roubada em 1983 (Foto: TV Globo/Reprodução)

Quando a Seleção Brasileira de futebol conquistou a Copa do Mundo de 1970, no México, além do tricampeonato, ganhou o direito de ficar definitivamente com a taça Jules Rimet. Porém, em dezembro de 1983, o troféu foi roubado da sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), à época na rua da Alfândega, no centro do Rio de Janeiro (RJ).

Os envolvidos foram presos mas a taça Jules Rimet ficou perdida para sempre, já que os ladrões derreteram o grande símbolo do tricampeonato, que era composto por 3,8 kg de ouro – avaliados em cerca de R$ 190 mil.

Em 1986, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) entregou para a CBF uma réplica do valioso troféu.

Ressurgindo das cinzas

Em 2020, para celebrar os 50 anos do título do Mundial de 1970, a Escola de Engenharia de São Carlos da USP está recriando a Jules Rimet por meio de uma impressora 3D e um modelo criado em computador.

Porém, ao invés de usar polímeros como as impressoras 3D tradicionais, a tecnologia usada na USP é intitulada impressão aditiva em metais. A peça é “cultivada” a partir do zero. Um laser funde o pó de metal a temperaturas superiores a 1.700º C e, ao mesmo tempo, esculpe a peça no formato desejado.

A impressora 3D especial que está recriando o troféu roubado em 1983 é capaz de depositar material metálico a partir de matéria-prima em forma de pó e fabricar peças pelo processo de deposição direta por energia.

A nova taça Jules Rimet está sendo produzida em aço inoxidável com tons de dourado e deve ficar pronta ainda no primeiro semestre deste ano. Em seguida, deve ser doada à CBF como parte das comemorações do jubileu de ouro do tricampeonato da Seleção Brasileira.

Engenheiros da USP estão utilizando uma impressora 3D especial para recriar a famosa taça Jules Rimet (Foto: Lapras/EESC-USP/Divulgação)

Taça Jules Rimet

A ideia de oferecer uma taça à seleção vencedora da primeira Copa do Mundo de futebol, ocorrida no Uruguai em 1930, foi proposta durante o congresso da Federação Internacional de Futebol realizado em 1928.

O então presidente da Fifa, o dirigente francês Jules Rimet, ordenou que fosse criado um troféu em ouro. Além disso, ele decidiu que a posse definitiva da taça ficaria com o país que conseguisse vencer um total de três edições da Copa do Mundo – algo que era considerado extremamente difícil na época.

Em 1946, o troféu ofertado pela Fifa recebeu o nome de Jules Rimet, em homenagem às suas ações em prol do futebol mundial.

Para a Seleção Brasileira, foram necessários apenas 18 anos para conseguir a posse definitiva da taça. Após as conquistas de 1958, na Suécia, e 1962, no Chile, o Brasil alcançou o tricampeonato no México, em 1970, com o time liderado por estrelas como Pelé, Tostão, Rivellino, Dario e Clodoaldo.

Com a vitória em terras mexicanas, o troféu veio definitivamente para nosso país, passando a ficar exposto na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

A alegria de ter o maior símbolo do futebol durou até 1983, quando a taça Jules Rimet foi roubada e fundida. Em 1986, a Fifa ofereceu à CBF uma réplica, que se encontra na sala dos troféus da entidade.

Vale dizer que o atual troféu da Copa do Mundo, conquistado duas vezes pelo Brasil, foi encomendado pela Fifa para o Mundial da Alemanha de 1974. O design foi criado pelo artista italiano Silvio Gazzaniga e possui 36,5 cm de altura, além de ser composto por cinco quilos de ouro.

(com Agência Brasileira de Divulgação Científica)

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