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“Burro, burro?” Barbara Gancia foi na contramão da zoeira e ajudou Parreira no tetra de 94

Barbara Gancia relembrou a Copa do Mundo de 1994, sendo a única a defender Carlos Alberto Parrera e da ligação após o título com o técnico agradecendo o importante apoio da jornalista

Crédito: Reprodução/TV Globo

Barbara Gancia revelou não entender muito de futebol, mas isso não a impediu de ter importante papel na Copa do Mundo de 1994. A jornalista se colocou contra toda a mídia esportiva da época para defender Carlos Alberto Parrera, técnico da seleção brasileira.

Convidada do Fala y Fala, talk-show do GRANDE PRÊMIO, programa parceiro do Ultra POP, falou do torneio daquele ano, quando ainda escrevia para a Folha de S.Paulo. Tudo começou quando foi mandado para um jogo do Brasil em Recife.

“Na Folha, teve uma época que o nosso editor gostava de fazer umas encrencas, pegar uma pessoa de comportamento para cobrir um jogo de futebol. Era um jogo do Recife, Brasil estava perigando de não se classificar para a Copa, era 94, e esse jogo ia ser o jogo que determinava as coisas”, contou.

“Estava super emocionada de ver o Brasil ao lado do Osmar Santos e de repente o Parrera entrou no campo e todo mundo começou a gritar ‘burro’. Não entendia nada de futebol, aí vi aquela coisa e pensei que era coisa horrorosa, ele não tinha cara de ser um imbecil completo. Você olha para o General Heleno e vê que ele é um imbecil completo, mas esse cara…”, seguiu.

“Lembro que voltei pra São Paulo e foi uma decisão super racional, nada de analisar o futebol. Comecei a defender o Parrera. O Brasil ganhou, se classificou, e chegou um momento que o Brasil inteiro estava contra o Parrera, não tinha ninguém a favor”, continuou.

Naquela Copa, o Brasil esteve no Grupo B ao lado da Suécia, Rússia e Camarões. Após passar em primeiro na fase de grupos, encarou jogos contra Estados Unidos, Países Baixos, Suécia até chegar a final, contra a Itália. E ali, Barbara ficou apreensiva – mas, no fim, o tri veio.

“Rogerio Fasano me convidou para assistir a final com ele e na hora dos pênaltis, fui ao banheiro, enfiei minha cabeça na privada e pensei que minha carreira tinha acabado. Aí o Brasil ganhou e não acreditei”, contou.

“No dia seguinte, fui para a redação e lembro que o avião da seleção voltou e quando chegaram ao RJ, 16h chego na redação e toca o telefone. Quando atendo era o Parreira, que falou que tinha mandado uma carta, falou que eu tinha ajudado a vencer a Copa do Mundo, fui a única que ficou ao seu lado”, encerrou.  

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