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A primeira vitória de Senna na F1: quando tinha tudo pra não ganhar

Os problemas de câmbio foram brutais, fazendo com que a McLaren se tornasse um mamute sobre rodas. Teve a sorte de não ter mais Nigel Mansell em sua captura. Mas Ayrton Senna enfim venceu o GP do Brasil de 1991

Senna segura a bandeira brasileira no pódio após vitória em Interlagos (Foto: AFP)

Não teve azar e não teve afobamento que impedisse Ayrton Senna de enfim, na oitava tentativa desde que chegou à F1, de receber a bandeira quadriculada como vencedor do GP do Brasil. O bicampeão mundial venceu uma corrida em que soube liderar apesar de enfrentar uma grande adversária na forma da Williams — especialmente Nigel Mansell — e outra na dramaticidade absoluta com que aconteceu. Com apenas uma marcha pelas sete últimas voltas, como contou logo após o final da corrida, Senna conseguiu o que mais desejava na F1 desde se tornar campeão mundial: venceu em casa, assim como Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace e Nelson Piquet antes dele.

O rendimento de Senna especialmente após a parada nos boxes era claramente abaixo do esperado. O equilíbrio do carro não era tão bom quanto uma Williams que começa o ano com uma cara de que nem a temida McLaren Honda consegue ser mais rápida. E, ao passo que as voltas foram ficando para trás, a decisão por parada única nos boxes custou bastante aos pneus. Conseguir resistir às Williams sem sequer sofrer um ataque direto nas condições que se apresentaram foi sozinho uma vitória particular. Mas isso foi apenas uma parte do que teve de passar.

É verdade que provavelmente se Mansell não tivesse aprontado das suas e rodado sozinho quando se aproximava vorazmente – mesmo após dois pit-stops ruins da Williams —, possivelmente não teria como Ayrton segurar o rival inglês e que aponta a grande ameaça ao terceiro título de Senna. É bom que se leve a sério as evoluções tecnológicas da Williams e o motor V10 da Renault. 

Senna passou boa parte do terço final de corrida sem a quarta e a quinta marchas, mas Mansell já havia abandonado quando a primeira, segunda e terceira sumiram. Riccardo Patrese, não tivesse sido tão calmo durante toda a corrida com o foguete que tinha em mãos, teria tido enormes chances de vencer. Mas estava a quase 40s quando Mansell abandonou e, mesmo tirando 6s em algumas voltas, não conseguiu chegar a um Senna obstinado. O GP do Brasil de 1991 certamente é um desses e ficará marcado como tal.

Flavio Gomes, do Grande Prêmio, parceiro do Ultra POP, e do FOX Sports, narra aqui em detalhes como foi aquela corrida:

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