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10 momentos que marcaram a Copa do Mundo de 2010

Primeiro Mundial disputado no continente africano completa 10 anos. Relembre alguns dos grandes momentos

JOHANNESBURG, SOUTH AFRICA - JUNE 11: Siphiwe Tshabalala (C) of South Africa celebrates scoring the first goal with team mates during the 2010 FIFA World Cup South Africa Group A match between South Africa and Mexico at Soccer City Stadium on June 11, 2010 in Johannesburg, South Africa. (Photo by Christof Koepsel/Getty Images)

No dia 11 de junho de 2010, foi dado o pontapé inicial para a 19ª Copa do Mundo FIFA. A competição ficou marcada por vários fatores fora do campo, já que foi a primeira vez que o campeonato foi sediado na África e a primeira vez com transmissão em HD. Mesmo não tão empolgante quanto edições como 2014 e 2018, teve seus bons momentos, e o Ultra POP relembra alguns deles aqui:

O gol de Tshabalala

A partida de abertura foi realizada entre a sede África do Sul e o México. 84.490 pessoas ocuparam o Soccer City, em Joanesburgo, para assistir ao primeiro jogo de Copa do Mundo disputado em território africano.

Coube a Siphiwe Tshabalala anotar um golaço que fez o estádio explodir. O México eventualmente empataria e os anfitriões cairiam ainda na fase de grupos, mas a comemoração e a dancinha dos jogadores segue como um dos grandes momentos recentes das Copas.

Motim e vexame francês

A França fez grande campanha em 2006, fechando com o vice-campeonato, mas as coisas não eram tão belas em 2010. A classificação para a Copa foi bastante polêmica, com um gol absurdamente irregular na repescagem contra a Irlanda.

Na fase de grupos, o desastre anunciado tomou vida. Além do empate na estreia com o Uruguai, os europeus perderam para o México, com direito a discussão e obscenidades do treinador Raymond Domenech com o atacante Nikolas Anelka.

Com a delegação rachada entre elenco e comissão técnica, a França oficialmente rodou na fase de grupos ao perder para a África do Sul na última rodada.

O início da queda da Itália

Atual campeã, a Itália desembarcou na África do Sul sem saber que iniciaria uma das grandes crises futebolísticas de sua história. É claro que alguns nomes do time tetracampeão não estavam mais presentes, mas a eliminação precoce foi um choque absoluto. Empatou com Paraguai, empatou com a Nova Zelândia e deu adeus com uma derrota dramática contra a Eslováquia.

Quatro anos depois, a azurra cairia novamente na fase de grupos, enquanto sequer se classificou para o torneio de 2018.

O retorno norte-coreano

44 anos após a grande façanha de 1966, a Coreia do Norte, um dos países mais controversos do mundo voltou a participar de uma Copa do Mundo. A participação não foi lá das melhores, perdendo os três jogos (com direito ao sacode de 7×0 levado contra Portugal), mas a equipe saiu com um golzinho, anotado por Ji Yun-nam, contra o Brasil.

Vingança alemã?

Alemanha e Inglaterra surpreendentemente se enfrentaram nas oitavas de final. Por que a surpresa? Os ingleses fizeram péssima fase de grupos, empatando dois jogos e classificando na segunda posição.

Os alemães começaram a partida com tudo, abrindo 2×0 com gols de Klose e Podolski ainda no primeiro tempo. Upson diminuiu e fez a Inglaterra acordar, até que veio o lance polêmico. Lampard arriscou uma bola de fora da área, de primeira. Ela acertou o travessão, pingou dentro do gol e voltou para fora. O árbitro incrivelmente seguiu o jogo, anulando o empate inglês. No segundo tempo, dois gols de Müller fecharam a partida em 4×1.

Curiosamente, um lance duvidoso deu o gol do título da Inglaterra sobre a mesma Alemanha em 1966. Vingança? Creio que não.

O jogo do Felipe Melo

O Brasil de 2010 estava longe de ser um time de craques, mas era incrivelmente eficiente e chegou na Copa com chance de título. A Seleção passou de forma tranquila na fase de grupos e não teve muitas dificuldades para eliminar o Chile nas oitavas, até que veio o confronto com a Holanda nas quartas de final.

Os brasileiros começaram melhor, com Robinho abrindo o placar e chegando ao intervalo em vantagem, porém, a situação degringolou no segundo tempo. Felipe Melo teve a infelicidade de empatar o jogo com um gol contra, a Holanda virou com Sneijder e o volante foi expulso ao agredir Robben depois de uma falta.

Felipe vestiu a camisa de vilão e oficialmente se assumiu como um personagem controverso do futebol brasileiro.

Uruguai x Gana

O clássico duelo de Uruguai e Gana nas quartas de final nunca será esquecido, independente de quantos anos passem. De um lado, os sudacas visavam a primeira semifinal desde 1970, especialmente após anos de fracassos em Copas, com direito a assistir algumas edições de casa. Do outro, Gana queria ser o primeiro semifinalista africano na história.

Após o tenso empate em 1×1, os times foram para a prorrogação. Em um dos momentos mais épicos da história das Copas, aos 120 minutos de jogo, Luis Suárez impediu o gol de Adiyah ao cortar a bola com a mão em cima da linha. Ele foi expulso e Gana teve um pênalti com Asamoah Gyan, que foi desperdiçado.

Nas cobranças de penais, vitória do Uruguai com uma cavadinha de Sebastian ‘Loco’ Abreu. Desfecho incrível para um jogo histórico.

O antecessor do “Virou passeio”

Argentina x Alemanha é uma das grandes rivalidades da história das Copas, e um importante capítulo foi escrito nas quartas de final de 2010. Os hermanos, conduzidos pelo agora treinador Diego Maradona, tiveram uma trajetória difícil nas eliminatórias, mas faziam uma boa Copa, varrendo a fase de grupos e eliminando o México nas oitavas. Para sonhar com a semifinal, tinham os alemães, os mesmos carrascos de 2006, pela frente.

Ao contrário do equilíbrio da Copa anterior, a Argentina não viu a cor da bola. 4×0 Alemanha, um passeio absoluto que ficou perdido na história após certa semifinal de certo torneio realizado no Brasil.

O fim do sonho paraguaio

Não recordamos do Paraguai como uma grande potência do futebol sudaca, mas a equipe alvirubro surpreendeu muito na África do Sul. Com uma ótima geração formada por Óscar Cardoso, Roque Santa Cruz, Lucas Barrios, Nelson Valdez e outros, a equipe passou em primeiro na fase de grupos e eliminou o Japão nos pênaltis. Nas quartas de final, o confronto foi contra a toda poderosa Espanha.

O favoritismo era muito claro aos espanhóis, mas não foi nada fácil. O Paraguai conseguiu equilibrar a partida e teve uma grande chance quando Piqué cometeu pênalti em Cardozo, que acabou desperdiçando. Com um gol mais do que dramático de Villa, a Espanha avançou.

A coroação do tiki-taka

O título daquela Copa ficou com a Espanha. Com a geração liderada por Xavi, Iniesta e grande elenco, a equipe entrou com favoritismo pelo título europeu de 2008 e a ascensão do “tiki-taka”, o estilo de jogo baseado na valorização da posse de bola e constante troca de passes.

Apesar de uma zebra na estreia, quando a Fúria perdeu para a Suíça, os favoritos foram derrubando um a um. Venceram Honduras e Chile na fase de grupos antes de partirem ao mata-mata, tirando Portugal, Paraguai e Alemanha. Todos com 1×0.

Na final, veio o confronto contra a Holanda, de grande campanha. A partida foi ao tempo extra, e coube a Iniesta anotar o gol que deu o primeiro título mundial dos espanhóis.

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