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Covid-19 transforma ‘Amor de Mãe’ em série e já gera expectativa para ‘S02’

A novela será paralisada por tempo indeterminado até que o coronavírus se vá. E deixa saudade ainda mais pelo que vem no lugar

A briga entre Thelma (Adriana Esteves) e Lurdes (Regina Casé) é o que vai agitar a segunda temporada da agora série

A pandemia do coronavírus mexeu e remexeu com as produções da Globo. No momento em que mais ganhava em audiência, ‘Amor de Mãe’ encerra nesta semana as atividades daquela que acabou se transformando, por força maior, na primeira temporada de uma novela das 21h.

A obra de Manuela Dias é atípica: não tem uma narrativa maniqueísta de vilão e mocinho e traz em cada capítulo o que se convencionou dizer plot-twist. Não tem o núcleo de humor para anuviar as agruras das mães que lidam com filhos adotados e suas descobertas. Há protagonistas, mas coadjuvantes ganham destaque relevante vez ou outra. Todas as personagens estão de alguma forma conectadas, muito além daquela recente teoria de que bastam seis contatos para se chegar a qualquer pessoa no mundo. Naquele bairro do Rio, todo mundo frequenta sempre os mesmos espaços, do bar ao restaurante, da delegacia ao samba, do hospital às residências.

O caráter diferenciado e instigante de ‘Amor de Mãe’ incomodou o telespectador entregue ao marasmo: o Ibope ficou bom tempo abaixo das marcas da antecessora, a indizível ‘A Dona do Pedaço‘ (Walcyr Carrasco) e demorou a passar dos 30 pontos. A direção da Globo pediu mudanças no rumo da novela, que ficou mais popular. Derrapadas à parte, manteve quem havia sido conquistado e angariou quem só ouvia aqui e ali a respeito.

Já era perceptível com o passar das primeiras semanas que o filho de Lurdes (Regina Casé) que havia sido raptado por Kátia (Vera Holtz) na fictícia Malaquitas (RN) era Danilo, originalmente Domenico (Chay Suede). A diarista parecia, no entanto, ser mãe de Sandro (Humberto Carrão), só que na verdade ele era de Vitória (Taís Araújo), que no começo da trama buscava um amor para ter um filho depois dos 40 e, no fim das contas, acabou com três. O pai é Raul (Murilo Benício), que namorou Vitória na adolescência e nunca soube que Sandro havia nascido. Isso é só a base de uma complexa relação que tem Thelma (Adriana Esteves), que perdeu o marido em um incêndio, e posteriormente descobriu-se que o filho também, e ficou com o filho raptado de Lurdes aos 2 anos. Confuso em linhas, mas compreensível dentro do bem elaborado novelo.

No fim das contas, a proteção excessiva e tóxica de Thelma a Danilo é que conduz a reta final da ‘S01’ de ‘Amor de Mãe’. Mas é curioso que Adriana comece a se aproximar do vilanismo de Carminha que viveu em ‘Avenida Brasil’ (2012, João Emanuel Carneiro), atualmente em reprise no ‘Vale a Pena Ver de Novo’. Thelma tem feito de tudo para separar Danilo de sua namorada, Camila (Jessica Ellen), filha adotiva de Lurdes, já sabendo que ele é filho biológico da amiga/futura inimiga.

O sábado marca o término desta primeira parte interrompida abrupta (e corretamente) pelo COVID-19 – para evitar aglomerações, a Globo suspendeu as gravações de ‘Amor de Mãe’ e da novela das 19h, ‘Salve-se Quem Puder’. No seu lugar, vem uma reprise especial, segundo a emissora, e inexplicável, segundo o espectador, de ‘Fina Estampa’ (2011, Aguinaldo Silva, autor recentemente demitido). As chamadas que veiculam na grade de programação resgatam o mote daquela novela, com uma protagonista ‘pau pra toda obra’ (Lília Cabral), uma madame (Christiane Torloni) e um mordomo gay caricato (Marcelo Serrado). Normal, assim, que já surja aquela expectativa típica de quem maratona uma nova série no streaming e quer logo consumir a briga entre Thelma e Lurdes na ‘S02’. O problema é que não se sabe quando estreia.

Se a segunda temporada de ‘Amor de Mãe’ vingar, a Globo, por linhas e vírus tortos, pode ter encontrado um novo formato de entregar seus produtos, muito mais conectados à realidade digital. Seria um Globoplay na TV aberta. E o próximo passo seria como aproveitar esta nova possibilidade e integrá-la ainda mais à plataforma digital que sonha em competir com a Netflix.

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