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Bom formato, elenco e votação que permite manipulações marcam ‘The Circle Brasil’

Apresentação de Giovanna Ewbank foi desnecessária

A Netflix lançou, no último dia 11 de março, a versão brasileira do reality show ‘The Circle’. O programa reúne originalmente 8 pessoas que, dentro de seus apartamentos em um mesmo prédio e sem contato direto com os outros participantes, se relacionam por meio de uma rede social. A cada programa uma pessoa é eliminada e outra entra no lugar.

O formato permite coisas que os realitys tradicionais não permitem como, por exemplo, o uso de fakes. Alguns exemplos da edição brasileira são o youtuber e cuteleiro Rob Vulcan jogando como Júlia, mulher solteira e bissexual, a produtora de eventos Loma Lisboa, que joga como um hétero padrão chamado Lucas, e os gêmeos Lucas e Marcelo, donos do perfil de uma jovem chamada Luma. Um dos grandes clichês nos programas do gênero que é o “vou ser eu mesmo” não é algo decisivo no Circle.

A versão brasileira ganhou um elenco bastante plural e que se mostrou bem interessante misturando héteros de academia, patricinhas, pessoas fora do padrão de beleza, gays afeminados, nerds e até um “entusiasta de criptomoedas”. Outro acerto, mas que dessa vez foi involuntário, é que todos os participantes estão enclausurados em seus quartos só podendo sair para a academia. Em tempos de quarentena esse fato pode ser uma pimentinha a mais.  

Outro ponto interessante é que o programa pra quem vê é totalmente diferente do que pra quem participa. Para o telespectador que vê o rosto por trás dos fakes talvez seja mais fácil torcer para as cabeças que comandam os perfis do que para os perfis em si.

Um dos pontos problemáticos acabou ficando na apresentação da atriz Giovanna Ewbank. Não que ela tenha ido mal, mas como os participantes leem em voz alta todas as mensagens que aparecem na tela, a figura de Ewbank dizendo frases que parecem hashtags se tornou desnecessária.

Sistema de eliminação dá margem a manipulações dos jogadores

Um ponto polêmico do programa é o grande poder dado nas mãos dos próprios participantes na hora da escolha dos principais jogadores e da eliminação.   

A dinâmica de todos os episódios já terem sido previamente gravados impede a presença direta do público na escolha dos influencers e dos eliminados. No programa é solicitado que os participantes listem os jogadores, dos mais influentes aos menos, e os que estiverem nas duas primeiras colocações escolhem alguém para ser eliminado. Os jogadores logo perceberam que deveriam manipular a lista, colocando jogadores fortes mais para baixo.

Nenhum problema quanto a isso, já que a estratégia fica clara durante o passar do tempo e dá até uma certa dinâmica diferente pro jogo. Acontece que a final foi realizada no mesmo formato e a vencedora acabou sendo um perfil pouco engajador e manipulador. Jogadores que foram eleitos influencers por mais vezes acabaram ficando para trás na lista final. O programa deveria balancear melhor essa decisão, dando um ponto a mais para o participante que foi eleito mais vezes para topo da lista e um peso para os votos dos participantes já eliminados, por exemplo.

Apesar disso, ‘The Circle’ é um ótimo formato de reality: simples, dinâmico e com liberdade maior para os participantes manipularem uns aos outros. Mais um acerto da Netflix.    

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