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Facebook está em guerra contra milhões de perfis falsos

Rede social criada por Mark Zuckerberg usa Inteligência Artificial para eliminar os cadastros irregulares

Segundo o Facebook, cerca de 125 milhões de perfis falsos usam a rede social todo mês
Segundo o Facebook, cerca de 125 milhões de perfis falsos usam a rede social todo mês (Foto: Pixabay)

Dados divulgados pelo Facebook em coletiva de imprensa realizada no dia 4 de março apontam que cerca de 5% dos usuários que utilizam mensalmente a rede social correspondem a perfis falsos.

Ou seja, dos 2,5 bilhões de pessoas ativas todo mês na plataforma criada por Mark Zuckerberg, cerca de 125 milhões não são usuários reais.

Isso equivale a quase todos os perfis criados por brasileiros no Facebook – são mais de 130 milhões de usuários do Brasil.

Como sabemos, os perfis falsos costumam ser usados para espalhar fake news (notícias falsas) e cometer injúrias, difamações e até crimes virtuais.

“Guerra” aos perfis falsos

De acordo com dados do Facebook divulgados na coletiva, entre janeiro e setembro de 2019, a rede social eliminou impressionantes 5,4 bilhões de perfis falsos.

Foram 1,7 bilhão de contas irregulares eliminadas apenas no terceiro trimestre do ano passado.

Essa guerra travada pela empresa de Zuckerberg, que até então dependia de códigos criados por seus programadores, passou a ser responsabilidade da própria máquina, por meio da ferramenta conhecida como machine learning – a Inteligência Artificial (IA) se torna cada vez mais eficiente na busca por perfis falsos, aprendendo por conta própria.

O nome da ferramenta de machine learning usada pelo Facebook é Deep Entity Classification.

(Foto: Pixabay)

De olho na origem dos cadastros

Segundo a própria rede social, uma parte da luta contra os usuários irregulares se dá antes mesmo da finalização do cadastro.

“Temos investido muito no bloqueio durante o registro”, afirma Bochra Gharbaoui, gestora de dados do Facebook, na coletiva de imprensa do dia 4.

Portanto, a rede social dificultaria o cadastro de uma conta fake ao analisar dados como localização do internauta e tipo de endereço de e-mail. Com isso, a IA avalia o risco de ser um possível perfil falso.

Por exemplo, se o usuário apresentar uma conta de email que use determinada rede privada virtual (VPN, na sigla em inglês), o servidor do Facebook entende que isso é um sinal claro de ação maliciosa.

Caso surjam dúvidas durante o processo de registro, a IA pedirá informações adicionais, como um número de telefone celular. Esta ação já elimina muitos cadastros irregulares, conforme a empresa.

“Existem milhões de tentativas de criação de contas que violam os termos de utilização da plataforma”, revela Bochra Gharbaoui, que também admite que “estão cometendo erros que não deveriam e que não estão identificando determinadas contas que deveriam”.

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