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O Oscar de Renée Zellweger foi a vitória do talento e do amor próprio

Grande nome da temporada de premiações, o caminho até o Oscar pela atuação em ‘Judy’ não foi nada fácil.

Reprodução/Business Times

O Oscar passou e deixou saudades, afinal, a premiação aconteceu nos EUA, mas quem brilhou foi a Coreia do Sul. Alguns nomes confirmaram o favoritismo da temporada, feito Renée Zellweger. A atriz venceu o segundo Oscar da carreira por ‘Judy: Muito Além do Arco-Íris’. O reconhecimento, entretanto, veio após uma jornada de altos, baixos e muitas lições.

Nasce uma estrela

(Reprodução)

Foi apenas aos 25 anos que Zellweger conseguiu o primeiro papel principal, em ‘O Massacre da Serra Elétrica – O Retorno’ (1994). Dois anos depois ela dividiria a tela com Tom Cruise em ‘Jerry Maguire – A Grande Jogada’. Neste momento, a atriz conquistava a América com o jeito charmoso e pé no chão, e uma carreira sem pausas. Nos anos seguintes ela estrelou em ‘Um Amor Verdadeiro’ (1998), ‘Eu, Eu Mesmo e Irene’ (2000), e ‘Enfermeira Betty’ (2000), com o qual venceu o primeiro Globo de Ouro.

A corrida pelo primeiro Oscar

(Reprodução)

A primeira indicação ao Oscar veio em 2002, com seu trabalho mais conhecido: ‘O Diário de Bridget Jones’. Renée Zellweger não levou o prêmio, mas repetiu a indicação em 2003 pela atuação no dançante ‘Chicago’. Em 2004, nada de bater na trave: ela venceu como melhor atriz coadjuvante em ‘Cold Mountain’, onde contracenou com Jude Law e Nicole Kidman.

Do auge ao “mas”

(Reprodução)

Vivendo o auge da carreira, a atriz se deparou com a “fase do mas”. ‘Bridget Jones: No Limite da Razão’ (2004) a fez ser indicada ao Globo de Ouro, mas teve recepção negativa. ‘O Amor Não Tem Regras’ (2008) teve direção de George Clooney, mas não conquistou o público. A maré baixa continuou se traduzindo em trabalhos menores, como ‘A Luta Pela Esperança’ (2005) e ‘Miss Potter’ (2006).

Conversando com amiga e atriz Salma Hayek, Renée Zellweger reconheceu que era hora de dedicar um tempo para si. “Fiquei cansada do som da minha própria voz”, disse ela à Vogue britânica. Assim, após filmar ‘My Own Love Song’ (2010), veio a decisão radical: pausar a carreira e sair do radar, fazer terapia e cuidar da depressão da qual sofria devido a agenda intensa de compromissos. O hiato durou seis anos, dividido em dois momentos.

O primeiro momento do hiato

Em 2014 a atriz fez uma rara aparição pública, num evento da revista ELLE, e gerou grande comoção. O motivo? Sua aparência, fazendo a mídia cogitar sobre uma possível cirurgia plástica. O episódio fez ela deixar os holofotes mais uma vez, não sem antes escrever um artigo para o Huffpost. Em ‘We Can Do Better’, Zellweger abre o coração sobre o impacto que sofreu com a mídia cobrindo uma questão tão trivial:

Talvez nós pudéssemos conversar mais sobre por que parecemos compartilhar coletivamente o apetite de testemunhar pessoas sendo diminuídas e humilhadas com ataques à aparência e ao caráter, e como isso afeta as gerações mais jovens e a luta pela igualdade.

O segundo momento do hiato

Renée Wellzeger na série ‘What/If’, da Netflix (Reprodução)

O retorno definitivo de Renée Zellweger aconteceu em 2016, reprisando seu papel mais famoso em ‘O Bebê de Bridget Jones’, recebendo críticas positivas. Depois da passagem pela série ‘What/If’, da Netflix, as atenções da atriz – e da mídia – se concentraram em ‘Judy’, cujas filmagens iniciaram em 2018. No first look divulgado vimos a atriz diferente, de cabelo preto e curto, para viver na grande tela a icônica Judy Garland.

‘Judy’ foi além do arco-íris, e também da crise

(Reprodução)

‘Judy’ é a cinebiografia de Judy Garland, atriz e cantora que sagrou-se a primeira mulher a vencer o Grammy de álbum do ano com ‘Judy at Carnegie Hall’ (1961). O filme adapta o musical ‘O Fim do Arco-Íris, de Peter Quilter, e percorre o inverno na Londres de 1968, onde Judy viveu seu último ano de vida e fez os últimos shows com ingressos esgotados.

O filme recebeu mais de 30 indicações em diferentes premiações, em sua maioria na categoria de melhor atriz. Algumas destas se converteram em prêmios no Globo de Ouro, Screen Actors Guild (SAG), British Academy Award (BAFTA) e o Oscar, todos conquistados anos 50 anos de idade. A moral da história?

Mais do que a vitória do talento, o Oscar de Renée Zellweger foi a vitória da resiliência, e do amor próprio. Por anos a atriz enfrentou a mídia e as pressões por conta da sua imagem. Quando chegou ao limite de tudo, ela fez o que o mundo moderno odeia: descansar. “Eu era a última coisa na minha lista de prioridades”, disse a atriz à Vulture. E foi seu descanso que a permitiu viver para contar a história do sucesso – o antigo e o recente.

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