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Cinema

Final de ‘Resgate’ é medroso e nada convincente

Forçando uma situação fantasiosa e nada relevante, o longa errou em apenas um segundo.

Essa análise contém spoilers

O filme é bom. Dá pra chamar de muito bom se dermos atenção para as hollywoodianas cenas de ação e todo o enredo ágil, intenso e bem fotografado.

A atuação de Chris Hemsworth, reconhecido eternamente como o Thor, do MCU, é impecável. Em um papel mais sombrio e introspectivo, nada que se assemelhe ao seu último ato canastrão no filme final de ‘The Avengers’, Cris toma conta da produção da Netflix e, em boa parte do filme, carrega a história nas costas.

As cenas, disponíveis em 4K e suas reverberações pro novo HDR, são um conjunto visual de impactar. É realmente chocante. A escolha dos personagens e das locações na Índia também é feliz.

Joe Russo, aquele mesmo do MCU, foi o responsável pelo roteiro que, apesar de três parágrafos elogiosos, passa agora a ser criticado pelo final. Pela última cena. Por um frame.

Tudo bem que, como um filho de John Wick e qualquer outra obra que tenha Sam Hargreave na direção, o filme presa pela ação, pela morte. Ou pela super sobrevivência à ela.

Tyler, interpretado por Chris, o assaltante desenganado, toma milhares e tiros e, por fim, um que atinge seu pescoço. Como um zumbi, cai de uma ponte altíssima sobre as águas e.. vive?

A cena final, de um segundo, mostra Ovi, o garoto resgatado, emergindo em uma piscina e dando de cara com um homem que, apesar de surgir desfocado, se assemelha muito com Tyler. Eu te pergunto: como?

Segundo Russo, eram possíveis vários finais, mas que eles escolheram deixar que o público entenda seu final ideal. Seria essa uma nova forma de dizer que não tiverem firmeza e segurança de tomar a decisão?

Os finais abertos têm seu charme, mas eles devem ser efetivamente abertos. Em um filme de super herói coisas estranhas ocorrem. No longa de ultra realidade e tiroteio não deveria ser assim.

‘Resgate’ é um sucesso estrondoso e que certamente têm sido muito rentável à Netflix e aos seus e também é fato que o final indefinido abre precedentes para a continuação da saga, mas com qual apelo? O natural, da história, ou o forçado por um final ‘aberto’?

Parece pouco honesto com a história, com o enredo e com o sentimento construído por cada um dos envolvidos. Quando uma história acaba na hora certa, ela ganha a eternidade. Era o caso.

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