Siga-nos

Carnaval

Ganhadeiras de Itapuã e Big Bang: os dois títulos da Viradouro

A Unidos do Viradouro encerrou de vez uma década de pesadelo na última Quarta-Feira de Cinzas, ao conquistar o bicampeonato do Carnaval do Rio de Janeiro, Você lembra como foi o primeiro título?

A capa do CD das Escolas de Samba de 1998, com a campeã na capa (Foto: Reprodução)

A Viradouro ainda está em festa. O título do Carnaval do Rio de Janeiro em 2020 foi confirmado na última quarta-feira (26), após a apuração realizada na Marquês de Sapucaí, e tirou a escola de Niterói de uma fila de 23 anos. Mais que isso: após ser rebaixada em 2010 e 2015, a Viradouro emendava o segundo ano seguido de Grupo Especial pela primeira vez desde 2009. Sendo apenas a segunda escola a desfilar no domingo, tinha uma posição desfavorável, mas venceu mesmo assim.

O enredo campeão foi um dos melhores do ano e contemplava as Ganhadeiras de Itapuã, mulheres negras que recebiam pagamento por atividades específicas já no Século XIX: lavar roupas à beira da Lagoa do Abaeté, em Salvador, na Bahia, e vender comidas diversas eram as principais atividades. O dinheiro servia como sustento familiar, e o grupo ajudou a perpetuar a tradição do samba de roda na Bahia.

O desfile foi desenvolvido pelos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon, que são casados e trabalharam juntos pela primeira vez.

Mas chega de falar sobre 2020, que está totalmente fresco na memória e todo mundo lembra. Falemos sobre 1997, quando a Viradouro conquistou seu primeiro título. Foi a última vez, aliás, que Carnaval do Rio celebrou uma campeã de primeira viagem. De lá para cá, apenas escolas que já conquistaram títulos anteriormente voltaram a comemorar.

O desfile de 1997 foi desenvolvido a partir do enredo ‘Trevas! Luz! a Explosão do Universo’ e marcou o último dos 13 títulos assinados por Joãosinho Trinta [nove no Grupo Especial]. O carnavalesco histórico, morto em 2011, colocou na avenida um desfile sobre o Big Bang e a formação do universo. Apenas alguns meses após sofrer uma isquemia cerebral, Joãosinho Trinta ainda conseguiu organizar um dos grandes desfiles dos anos 1990.

O SAMBA

Lá vem a Viradouro aí, meu amor
É Big Bang, coisa igual eu nunca vi
Que esplendo
r

Vem das trevas, tudo pode acontecer
A noite vira dia, luz de um novo amanhecer
Vai, meu verso, buscar a Terra em embrião
Da poeira do universo
Desabrocha a natureza em expansão
Oh! Mãe Iemanjá, deusa das águas
Nanã, deixa o solo se banhar!

Ora, iê, iê, ô, mamãe Oxum
Vem com Ondinas reinar

No fogo, a salamandra a dançar
As pombas brancas simbolizando o ar
Explodem as maravilhas
Vejo a vida brilhando afinal
Surge o homem iluminado
Com hinos de luta e cantos de paz:
É o equilíbrio entre o bem e o mal
E com o coração nesta folia
Seja noite ou seja dia, amor
Eu quero me acabar!

Vou cair na gandaia
Com a minha bateria
No balanço da mulata
A explosão de alegria

Ficou curioso? Quer assistir ao histórico desfile campeão de 1997?

A transmissão da TV Manchete, comandada por Paulo Stein e com comentários de Fernando Pamplona e grande elenco:

A transmissão da Globo, liderada por Fernando Vanucci e Leilane Neubarth:

Assine nossa newsletter

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas

Publicidade
Trending Now
Publicidade

Relacionados

Cidadã da diversidade, Leci Brandão desabafa: “O Brasil é o campeão mundial do preconceito”

Música

Avanço da covid-19 ameaça realização do carnaval de Salvador

Política

BaianaSystem lança ‘Corrida Elétrica’, parceria com Armandinho em homenagem ao trio elétrico

Música

Publicidade
Assine nossa newsletter

Copyright © 2020 | Todos os direitos reservados.

Connect
Assine nossa newsletter